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CCBB RJ celebra 100 anos do sambista Zé Kéti com quatro showzões!

Fabiana Cozza, Zé Renato, Moacyr Luz, João Cavalcanti e outros cantores prestam sua homenagem a esse grande compositor carioca!

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Um timão de potentes vozes de diferentes gerações da música brasileira se reúne no palco do CCBB Rio de Janeiro para festejar os 100 anos de  Zé Kéti (1921-1999), dono de clássicos do samba como “A Voz do Morro”, “Opinião” e “Acender as Velas”. Bora sambar?

Os shows acontecem presencialmente entre os dias 14 e 17 de janeiro, às 18h, com capacidade reduzida e respeitando todas as medidas para garantir a sua segurança. Os ingressos custam até R$30 e são vendidos neste link aqui.

Nilze Carvalho, João Cavalcanti, Fabiana Cozza, Casuarina, Zé Renato e Mocyr Luz
Crédito: Valeria Martins | Flora Pimentel | divulgação | Felipe Giubilei | Beatriz Giacomini | Marluci MartinsNilze Carvalho, João Cavalcanti, Fabiana Cozza, Casuarina, Zé Renato e Mocyr Luz comemoram os 100 anos de Zé Kéti

São quatro encontros incríveis! No dia 14, Fabiana Cozza e João Cavalcanti passam por vários momentos da vida e da obra de Zé Kéti a partir de canções sobre a boemia e a malandragem cariocas, o amor à Portela e ao Carnaval e os encontros no Zicartola.

Zé Renato e Cristóvão Bastos lembram, no dia 15, a importância do compositor para o cinema nacional a partir de canções que fizeram parte de trilha sonora de filmes de diretores como Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos.

As noites cariocas e encontros de Zé Kéti com feras como Paulinho da Viola, Monarco, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Nara Leão, Cartola e Roberto Menescal são temas do show de Sururu na Roda e Moacyr Luz no dia 16.

Já a cantora Nilze Carvalho e a banda Casuarina encerram a homenagem no dia 17, lembrando o emblemático show “Opinião”, que o sambista fez ao lado de Nara Leão e João do Vale nos tempos sombrios da ditadura.

Além de todos os hinos de Zé Kéti já mencionados, os cantores relembram os clássicos “Cicatriz” (composto com Hermínio Bello de Carvalho), “Diz que fui por aí” (com Hortêncio Rocha), “Madrugada”, “Malvadeza Durão”, “Máscara negra” (com Hidelbrando Pereira Matos), “Amor passageiro” e “Leviana”.

E você também tem a oportunidade de aprender um pouquinho mais sobre essa lenda da música brasileira em dois bate-papos gratuitos. João Cavalcanti e Fabiana Cozza discutem o tema “Em Tempo: Machismo não é questão de Opinião” no dia 14, às 17h; e Zé Renato dá a palestra “Zé Kéti, Samba, Carnaval e Cinema”, no dia 15, no mesmo horário.

Um pouquinho de história!

Zé Kéti 100 anos
Crédito: Correio da Manhã - Domínio Público - Wikimedia CommonsZé Kéti compôs vários sambas que viraram verdadeiros hinos da música brasileira

Apaixonado pelo Carnaval, José Flores de Jesus teve a música presente em sua vida desde a infância. Por influência de seu pai e avô, que também eram músicos, a casa da família costumava receber rodas de choro, com a presença de feras como Pixinguinha. O apelido pelo qual o compositor ficou conhecido surgiu na infância e é derivado de Zé Quieto, como costumavam chamá-lo.

Uma das composições mais conhecidas de Zé Kéti, “A Voz do Morro”, surgiu no início dos anos 50 e foi gravada pelo cantor Jorge Goulart, com arranjo de Radamés Gnattali, em 1955. E, nesse mesmo ano, a canção viraria tema do filme “Rio 40 Graus”, de Nelson Pereira dos Santos.

Mais tarde, esse verdadeiro hino da música brasileira foi gravado por feras como César Guerra-Peixe, Demônios da Garoa, Elis Regina e Jair Rodrigues e Luiz Melodia.

Em 1963, quando Zé Kéti já era referência para a geração da Bossa Nova, o famoso dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho escreveu a peça teatral “Opinião”, inspirada na composição homônima do sambista. Esse espetáculo contou com a participação de nomes como João do Vale, Ruy Guerra, Nara Leão, Carlos Lyra, Edu Lobo, Gianfrancesco Guarnieri e Maria Bethânia.

E, durante o musical, também foram lançados os sucessos “Diz que Fui por Aí” (com Hortêncio Rocha) e “Acender as Velas”. Com o sucesso da peça, Zé Kéti forma o grupo A Voz do Morro, ao lado de ícones como Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento e Paulinho da Viola.

Garanta a sua segurança!

Assim como todos os espaços que reabriram durante a pandemia, o CCBB Rio de Janeiro segue vários protocolos para a visitação que precisam ser respeitados. O uso de máscara é obrigatório para todes, e, antes de entrar no espaço, você terá sua temperatura aferida. Além disso, o centro cultural disponibiliza álcool em gel em vários cantos do edifício e o teatro tem capacidade bastante reduzida. Confira mais detalhes aqui.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado? ❤


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