Cingapura é uma viagem para o futuro

Saímos de Bali e fizemos uma parada estratégia em Cingapura, antes de partirmos para a Tailândia. No começo, eu não estava apostando tanto nessa cidade/país, estava considerando ali quase como uma escala mais longa antes do paraíso e fui surpreendida. Amei conhecer Cingapura e toda a sua limpeza, organização, futurismo arquitetônico, luxo, qualidade de vida…enfim, inúmeros adjetivos…a primeira impressão foi: moraríamos aqui fácil!

Ficamos um dia, depois partimos para a Tailândia e no final da viagem ainda fizemos mais uma parada de um dia por lá. Tentamos fazer o máximo de coisas logo na primeira parada, porque sabíamos que lá no final já estaríamos cansados e querendo mesmo era a nossa casinha…e foi realmente isso o que aconteceu.

Cingapura foi colônia britânica e logo ao pegar um táxi se percebe essa influência –mão inglesa. Na Segunda Guerra Mundial foi invadida pelos japoneses e anos depois passou a fazer parte da Malásia –muitos moradores dizem ter sido a pior fase do país. Até que em 1965 se separou da Malásia e por isso agora em 2015 o país está em festa comemorando os seus 50 anos de independência.

Dizem que nesses 50 anos, o país correu atrás do prejuízo da corrupção que existia ali quando fazia parte da Malásia, colocou o inglês como língua oficial nas escolas e criou leis como a que multava pessoas que fossem pegas jogando lixo no chão, falei multava no passado, porque como perceberam que muitos ricos não estavam se importando com o valor pago, passaram a punir com serviços sociais e ai o bicho pegou…era um tal de cara cheio da grana catando lixo nas ruas. – só sei que funcionou, com certeza o lugar mais limpo que já fui!!

Cingapura é bem fácil de andar…super bem servida de metrô, além disso, caminhar pela cidade é uma delícia. Só para vocês sentirem um pouco o clima …logo que saímos do hotel já demos de cara com esse prédio incrível…depois descobri que é um hotel, o Parkroyal. Esse prédio, além desses jardins suspensos lindos, ele é todo verde, ou seja, tudo nele foi pensado para não agredir o meio ambiente. O escritório de arquitetura responsável é o WOHA, para quem gosta do assunto, vale espiar o site dos caras…tem fotos incríveis desse e de outros projetos.

Nossa primeira parada foi Chinatown, amamos aquela bagunça de barraquinhas com produtos típicos, com restaurantes, bandeirinhas para todos os lados e um templo budista lindão (o primeiro que vi na vida – inesquecível).

Como a Little India, que também visitamos, Chinatown nasceu da política de segregação aplicada pelos colonizadores britânicos. Naquela época, os chineses ainda eram minoria em Cingapura, hoje são a maioria.

Ali no meio de Chinatown fica o Buddha Tooth Relic Templo, construído em 2007, super recente, para abrigar uma relíquia que acreditam ser o dente do Buda. Para entrar ali, nada de braços de fora, saias ou shorts curtos.

 

Lá dentro, budas para todos os lados e apesar do tantão de informação na decoração, uma musiquinha que te acompanha por todo passeio te deixa relaxado…dá uma sensação de paz estar ali.

Resolvemos almoçar por ali mesmo e foi a melhor coisa que fizemos….estava deliciosa a comida e o preço foi incrível!

Em Chinatown, encontramos também um templo hindu. Não, não é um templo hindu igual aos de Bali (reveja o post aqui), é o hinduismo indiano, os dois são bem diferentes.

Acabamos não entrando nesse, teríamos outros para ver lá em Little India.

Daqui, fomos andando para a região conhecida como Marina Bay, o lugar mais turístico de Cingapura.

No caminho, várias estátuas contando um pouco da história de Cingapura e muitos prediões que pareciam nos engolir.

Fomos beirando o rio Cingapura, que foi despoluído em 1987, levou 10 anos. Ali ficam o Clarke Quay e o Boat Quay antigos cais do porto e armazém e que hoje abrigam restaurantes e barzinhos charmosos –de noite ali é o point do agito.

Também da para fazer todo esse percurso de barquinho…nós fomos caminhando mesmo!!

A região ali do rio já quase chegando em Marina Bay é bem recente, isso é um pouco redundante para um país de apenas 50 anos, mas ali nos anos de 1970 foi feito um aterramento e o Rio Cingapura foi redirecionado para desaguar na baía que se formou e não mais no mar. O Marina Bay começou a se formar em 2001 e quase tudo por ali passou por uma modernização.

O complexo Marina Bay Sands é sem dúvida a grande atração dali e é composto pelo hotel, cassino, shopping, restaurantes, parque, centro de convenções, teatros, ArtScience Museum…enfim, é um mundo de coisas. A primeira parte do projeto foi inaugurada em 2010.

O símbolo da cidade, conhecido como Merlion, mudou-se para ali em 2002. O símbolo que tem uma cabeça de leão, vem do nome da cidade que significa “Cidade do Leão”.

Foi aqui, claro, que decidimos dar o nosso pulo. Lá fomos nós pagar mico no meio do principal ponto turístico da cidade (rs).

Continuamos dando a volta no rio para poder chegar lá no prédio e conhecer a tão famosa vista do Marina Bay Sands.

Paradinha estratégica para nos refrescarmos no mega ventilador movido a energia solar…coisas de Cingapura.

Aqui nossa lembrança de Cinga…eu e o Roy orientais…haa fofo!

Chegamos no shopping e já fomos surpreendidos por um riozinho que cortava o shopping de ponta a ponta e onde as pessoas podem passear de barquinho….a água vinha de uma fonte que parecia um ralo – super diferente.

   

Para subir os 57 andares do prédio é preciso pagar (clique para ver os valores). Lá, os visitantes tem acesso apenas ao bar, nem pense que você chegará perto da piscina de fundo infinito, ela  é só para hóspedes do hotel…uma pena, desejei muito nadar ali.

A vista é realmente incrível..então vale muito subir.

Só lá de cima que consegui entender o que eram as milhares de bexigas ali no rio – já começaram as comemorações dos 50 anos de independência de Cingapura.

Esse prédio branco é o ArtScience Museum.

De longe, demos uma espiada na piscina…

Tem vista para todos os gostos, mas a minha preferida foi a do Gardens by the Bay, o parque que foi inaugurado em 2012 e é diferente de todos que já vi na vida – talvez o parque do futuro.

Os destaques do Gardens by the Bay são as estufas com arquitetura mega moderna (essas estruturas orgânicas de vidro) – não entramos e estou mortinha de arrependimento, e também a praça das árvores gigantes – Supertree Grove, impressionante é o que descreve!

Ficamos alguns minutos lá em cima…descansando e curtindo a vista.

Descemos e fomos correndo ver de perto o parque….

As Supertree Grove são na verdade estruturas de aço recobertas por plantas, mas elas não são só um rostinho bonito….o negócio ali foi todo pensado para fazer um uso sustentável dos recursos naturais – elas recolhem água de chuva e têm um sistema que armazena energia solar que a noite é usada para iluminá-las.

 

E o dia não acabou ainda…pegamos o metrô até Little India. Dizem que conhecer esse bairro é ter uma primeira experiência da Índia, mas com a limpeza e organização de Cingapura – nada mau. A ida valeu a pena pelo templo hindu que conhecemos lá – o Sri Veeramakaliamman (achei curto o nome rsr).

 

Esse templo é dedicado ao deus Kali, deus do poder e marido de Shiva.

Muitas imagens para todos os lados, algumas até um pouco assustadoras. Um lugar bem intenso.

    

Mega cansados, fomos para o hotel tomar um banho antes de sair para jantar e conhecer a cidade a noite. E claro, que ela fica lindona quando o dia vai embora e as luzes são acesas….refizemos parte do passeio do dia a noite – valeu a pena.

Fomos até o Marina Bay Sands, queríamos conhecer tudo aquilo no escuro…as Supertree Grove dão um show.

Aiiii fomos para a Tailândia…já já mostrarei tudinho para vocês – sei que tem gente ansiosa por essa parte da viagem (rsrs). Só que lembra que falei que depois de tudo ainda voltamos para cá?  Cansados…mas tiramos forças para dar nossa última voltinha.

Fomos conhecer a famosa rua Orchard, lugar que reúne vários shoppings…ou seja fomos às compras (mentira, voltei para casa só com o quadrinho mesmo rs).

Conhecemos o cassino do Marina Bay Sands…e claro que saimos ricos (só que não), jogo 5 e perco 5…sou péssima (rs), mas foi legal conhecer, tem uma arquitetura bem bonita.

Deu para sentir que máximo que foi conhecer Cingapura? Essa cidade/país me mostrou que o bonito também pode estar no moderno e não só nas cidades medievais da Europa…quebrou um paradigma meu e me deixou sair de lá apaixonada. Todo canto ali tem a mão do homem e diferente do que estou acostumada a ver, essa intervenção não é para destruir e sim para criar, para proporcionar qualidade de vida – é bonito de ver esse outro lado. É um lugar que vale pela cultura, economia, limpeza, arquitetura, organização….enfim, valeu e valeu  muito.

O hotel de Cingapura nós mega recomendamos – Park Hotel Clarke…inclusive pode me levar junto (rs). Ele foi o melhor de toda viagem pela Ásia. Mega bem localizado, uma vista linda, um quarto lindo e não era caro…então vale mesmo dar uma olhada nele.

Caso queira ver esse e outros posts na íntegra acesse www.caseimudei.com. Acompanha a gente também no Facebook e Instagram.

bjs e já já tem a Tailândia toda linda por aqui!!