Situado na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima, há mais de 50 anos, o Maletta é conhecido como espaço da boemia, cultura, política e diversidade.

O Edifício Arcângelo Maletta reúne num só prédio 19 andares de área comercial e 31 de espaço residencial, com 319 apartamentos, 642 salas, 72 lojas e 74 sobrelojas. Além dos moradores, milhares de frequentadores circulam diariamente pelo conjunto, em busca de serviços que vão de lan houses a escritórios de advocacia, de casas de costuras a consertos de relógios e calçados.

Entre as décadas de 1960 e 1980, o edifício foi ponto de encontro entre escritores, jornalistas, intelectuais, atores e estudantes, se estabelecendo como palco, sobretudo na época da Ditadura Militar, de discussões políticas. Até o movimento dentro do Maletta ganhou seu jeitinho próprio: durante o dia, lojas e restaurantes oferecem serviços cotidianos, enquanto os bares se tornam as grandes estrelas após o anoitecer.

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Crédito da imagem: Amira Hissa

Passear pelos corredores do Maletta é uma viagem pela história de BElo Horizonte!

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Passear pelos corredores do Maletta é uma viagem pela história de BElo Horizonte!

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    Passear pelos corredores do Maletta é uma viagem pela história de BElo Horizonte!

O tradicional conjunto residencial e comercial do Centro foi construído no lugar do antigo Grande Hotel, inaugurado em agosto de 1897. O espaço recebeu grandes ícones da cultura brasileira, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, e foi comprado pelo italiano Arcângelo Maletta, que gerenciou o edifício de 1919 até 1953.

Após o falecimento do proprietário, o prédio foi vendido à Cia de Empreendimentos Gerais, que o demoliu em 1957 para lançar, em 1961, o Conjunto Arcângelo Maletta, em homenagem ao último dono.

Ficou com vontade de conhecer o Maletta? Então, confira três espaços para conhecer mais da história do edifício:

  • Marcelina Belmiro
    Terças, das 11h30 às 15h e de quarta a sábado, das 11h30 às 18h

Com paredes repletas de lembranças do passado, que lembram uma mercearia ou uma casinha do interior, trabalha o conceito da comida de verdade, apoiando os pequenos agricultores, utilizando alimentos sem agrotóxicos provenientes da agricultura familiar, sobretudo os produzidos por mulheres agricultoras, em seus preparos. O respeito pela alimentação e a memória gustativa integram a cozinha, que oferece sempre opções para veganos e para quem come carne. O nome é uma homenagem aos avós da fundadora Patrícia Brito, que está à frente do espaço junto a Maria Fernanda e Renata Diniz.

  • Cantina do Lucas
    De segunda a quinta, das 11h30 às 2h; sexta e sábado, das 11h30 às 2h; domingo, das 11h30 a 1h

Desde a edificação, os bares do conjunto se integraram à vida cultural da cidade. A Cantina do Lucas, aberta desde 1962, foi frequentada por escritores e músicos como Murilo Rubião, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso e Milton Nascimento. O bar é tombado pelo Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura e teve como funcionário Olympio Perez Munhoz, conhecido como Seo Olympio, imortalizado no Guinness Book por ser o garçom que permaneceu por mais tempo em atividade no Brasil.

O estabelecimento é um dos sebos mais antigos do local, em funcionamento desde a década de 1960. O lugar se destaca pelas histórias curiosas e engraçadas, eternizadas nas pilhas altíssimas de livros amarelados nas laterais e na mesa de centro, que deixam o espaço apertadinho, mas muito charmoso.


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