Espaço para atividades físicas e apresentações artísticas dos mais diversos estilos, a Praça da Liberdade é ponto de encontro de vários equipamentos culturais públicos e privados. Lembrada pelos passeios familiares aos domingos e durante período natalino - quando recebe iluminação especial, o lugar permite o contato com o verde em meio à vida agitada de Belo Horizonte.

Créditos: divulgação/PBH

Praça da Liberdade, o refúgio verde no caos da capital mineira

Tão impressionantes quanto os jardins são as edificações que contornam o local: estilos barroco, clássico, medieval, moderno e pós-moderno convivem em harmonia com elementos neoclássicos. O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade, que inclui toda a praça e as fachadas das edificações do entorno, foi tombado em 1977 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

  • O propósito

A praça foi construída na época da fundação da nova capital mineira, entre 1895 e 1897. Planejado para abrigar a sede do poder mineiro e as secretarias, o local recebeu, ao longo dos anos, construções de diferentes inspirações. Entre 1950 e 1960, o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, ambos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foram incorporados. Em 1980, foi inaugurado o prédio conhecido como Rainha da Sucata, onde atualmente funciona o Museu das Minas e do Metal, em estilo pós-moderno.

Com a construção da Cidade Administrativa, em 2010, no norte de Belo Horizonte, a Praça da Liberdade ganhou no entorno um Circuito Cultural, formado por espaços culturais que integram arte, cultura popular, conhecimento e entretenimento. O circuito é composto por 14 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico e é gerido Iepha/MG desde 2015.

  • A rotina

Carros passam ao fundo, pessoas conversam ou leem nos bancos ou na grama, e a impressão é de se estar em uma bolha de calmaria. Dois carrinhos de pipoca são um convite aos passantes. Postes verdes com lanternas brancas convivem com belo-horizontinos despojados, vestindo shorts, bonés e turbantes. Atletas amadores usam a calçada da praça como pista de corrida e caminhada logo cedinho ou ao fim da tarde.

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Coreto onde já discursaram os ex-presidentes JK e Jânio Quadros

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Fonte datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei

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    Coreto onde já discursaram os ex-presidentes JK e Jânio Quadros

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    Fonte datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei

No coreto, onde já discursaram os ex-presidentes JK e Jânio Quadros, adolescentes descansam sentados, enquanto observam ao redor, flertam entre si ou conferem os celulares. Aos fins de semana, partem do charmoso coreto notas musicais de instrumentos e vozes.

  • O espaço

Situada no encontro das avenidas Cristóvão Colombo, João Pinheiro, Brasil e Bias Fortes, a Praça da Liberdade é retangular e tem o traçado e jardins inspirados no Palácio de Versalhes, em Paris. Uma rua central, direcionada ao Palácio do Governador, contornada por uma fileira de altíssimas palmeiras imperiais, divide o local no sentido do comprimento.

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Fontes datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei

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Uma fileira de altíssimas palmeiras imperiais, divide a praça no sentido do comprimento; ao fundo, fica o Palácio da Liberdade

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O primeiro semáforo da capital, ainda em funcionamento, situado entre a praça e a avenida João Pinheiro, instalado em 1929

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    Fontes datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei

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    Uma fileira de altíssimas palmeiras imperiais, divide a praça no sentido do comprimento; ao fundo, fica o Palácio da Liberdade

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    O primeiro semáforo da capital, ainda em funcionamento, situado entre a praça e a avenida João Pinheiro, instalado em 1929

A praça abriga um coreto, construído pelo empresário espanhol Aquelino Edreira Seara, em 1923. Há também uma fonte, datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei. Nos dias em que não é acionada, a água descansa em um tranquilo lago em forma de cruz. Quando ligada, jatos de água oferecem um espetáculo único.

Entre as belas palmeiras imperiais, tendo ao fundo o Palácio da Liberdade, já circularam muitos carros. Prova disso é a existência do primeiro semáforo da capital, ainda em funcionamento, situado entre a praça e a avenida João Pinheiro. Instalado em julho de 1929, época em que era chamado de pisca-pisca, o semáforo verde e preto tem quatro lados, mas as luzes funcionam em apenas duas direções, dividindo a tarefa de sinalizar o trânsito com sinaleiros mais altos e modernos.


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