Bosch: O grande solitário da História da Arte. Um marginal da Cultura. Esquecido. Incompreendido. Pintou o homem “como ele é por dentro” .

O nome do Pub é uma homenagem à Hieronymus Bosch, pintor holandês dos séculos XV e XVI. Um artista visionário que, através de uma obra fantástica e simbólica, retratou, de forma única e original, o imaginário da época.
Não se sabe muito sobre a vida do artista, alguns acreditam que tenha pertencido a uma das seitas heréticas que se dedicavam às ciências ocultas e à alquimia.
Bosch criou uma série de composições fantásticas, satíricas, diabólicas, e retratou os diversos medos de cunho religiosos que vigoravam no imaginário medieval. Produziu diversos trípticos, sendo o mais famoso deles "o Jardim das Delícias Terrenas".
Em suas obras encontramos figuras meio-humanas, meio-animais, demônios, entre outras; representando o mal, o pecado, as tentações, e diversas imagens alegóricas de textos da Bíblia. Criou um Universo de monstros, mulheres deformadas, padres depravados, e pessoas desvairadas e caóticas.
A fantasia na obra de Bosch fez com que alguns surrealistas aclamassem o artista como um dos precursores do Surrealismo. Nesse sentido, Bosch abordou temas que só foram trazidos por outros pintores muito mais tarde, no início do século XX.
Muitas de suas obras foram destruídas e queimadas por motivos religiosos, porém estima-se que exista cerca de 40 obras autênticas. Por serem pouco datadas, não há como estabelecer uma ordem cronológica precisa.
Os Sete Pecados Capitais (quadro que inspirou a criação e a temática do bar) é uma das obras-primas de Bosch. Os sete pecados estão representados num círculo central, dividido em sete cenas, que representam a Gula, a Preguiça, a Luxúria, a Vaidade, a Ira, a Inveja e a Avareza.