Lenda do esporte mundial e símbolo da luta contra a desigualdade racial e pelos direitos civis, Muhammad Ali ganha homenagem na Cidade do Rio de Janeiro e dá nome à nova praça da Orla Conde. O tricampeão da categoria peso-pesado do box morreu em junho aos 74 anos. Em 1960, depois de ganhar a primeira medalha olímpica e retornar aos EUA, entrou em um restaurante cheio de brancos e pediu um hambúrguer. Diante da recusa do atendente em servi-lo, disse: “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”. Como não foi servido, jogou a medalha olímpica no Rio Ohio em protesto. Em 1996, convidado para acender a pira dos Jogos Olímpicos de Atlanta, foi presenteado com uma réplica da medalha olímpica que jogou no rio 36 anos antes. Converteu-se ao Islamismo em 1964, mudou de nome e defendeu a paz e a igualdade entre os povos. Contra a Guerra do Vietnã, criticou o envio de militares ao conflito e recusou-se a servir no exército americano em 1967, o que o fez perder o título mundial por três anos. “Nenhum vietcongue me chamou de crioulo. Por que eu lutaria contra ele?”, justificou à época. Ao descobrir ser portador da doença de Parkinson na década de 1980, apoiou medidas para o aprofundamento das pesquisas contra o mal. Dessa forma, a Prefeitura do Rio celebra no Porto Maravilha, área do Circuito da Herança Africana, a memória do atleta nascido nos Estados Unidos que se definia como “Lutador da África”.