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8 iniciativas que representam o afroempreendedorismo brasileiro

Sinônimo de resistência, afroempreendedorismo é alternativa ao desemprego em alta no país

Por: Redação

Com 13, 7 milhões de desempregados, empreender se tornou verbo de luta no Brasil. Sobretudo para a população negra, cuja taxa de desocupação é 49,6% maior do que a de brancos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Situação que se agravou ainda mais durante a crise gerada pela pandemia.

Mulheres representam 61,5 % do afroempreendedorismo no Brasil, indica pesquisa – Fernando Frazão/Agência Brasil

Diante de um mercado de trabalho excludente, o afroempreendedorismo é, antes de tudo, sinônimo de resistência e sobrevive há décadas, ocupando lugar central no ativismo antirrascista.

Em entrevista recente, Adriana Barbosa, CEO da PretaHub e fundadora da Feira Preta, detalha a importância do empreendedorismo negro.“Temos 131 anos pós-período abolição e, se tem algo que fez com que a população negra sobrevivesse ao racismo estruturado e, muitas vezes, institucionalizado, foi o ato de empreender. Empreendemos há 13 décadas de forma potente, mesmo diante de nossas vulnerabilidades”, detalha ela durante conversa com a rede GIFE.

Afroempreendedorismo em números

Para traçar um perfil sobre o afroempreendedorismo no Brasil, a aceleradora PretaHub e pelo Movimento Black Money realizaram pesquisas sobre o assunto. Confira alguns números:

  • Afroempreendedorismo movimenta R$ 1,7 trilhão por ano
  • 61,5% são mulheres; 35,8 tem entre 25 e 34 anos
  • 40% dos adultos negros são empreendedores
  • 61,9% dos empreendedores pretos e pardos possuem ensino superior
  • 15,8% apresentam renda familiar superior a seis salários mínimos

Em celebração ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, a Catraca Livre destaca oito iniciativas do afroempreendedorismo brasileiro que você precisa conhecer (e, claro, apoiar!):

Ateliê Agbaiyê

Instagram/Divulgação

Especializado em xequerês, mini- xequerês, chaveiros e brindes, o Ateliê Agbaiyê é formado por mãe e filha, que, juntas, trabalham com fios e contas de múltiplas cores. O negócio surgiu em 2018 quando ainda ensinavam a arte do trançado, e apareceram os primeiros pedidos, motivando a criação do ateliê.

Malikáfrica 

Instagram/Divulgação

Criada em Salvador, a marca ganhou projeção pela valorização das raízes identitárias afro-brasileiras, tornando-se mais um exemplo da força do empreendedorismo local e feminino.  Tem como referência a estética dos países de África e com um diversificado catálogo de produtos como bijuterias, bolsas, pochetes e cadernos, ressaltando a beleza afro-brasileira através de produtos inovadores, confeccionados artesanalmente

Ateliê Buguela 

Instagram/Divulgação

Ateliê Buguela atua no ramo da costura criativa, tendo como principais materiais tecidos jeans, sarja, brim leve e tecidos africanos. Criado em 2017, o ateliê tem como objetivo realçar a beleza afrobrasileira através da sustentabilidade.

Saúda Acessórios Afro 

Instagram/Divulgação

A Saúda Afro é especialista em brincos afro, trazendo colares, chaveiros e itens de decoração exclusivos e originais, exaltando a criatividade e bom gosto dos símbolos e elementos que fazem parte da cultura do povo preto.

Xeidiarte 

Instagram/Divulgação

A Xeidiarte nasceu em junho de 2015, no Facebook, como uma página de ilustrações, charges e caricaturas,  contestando padrões, estimulando o respeito e a igualdade de direitos e oportunidades. Em dezembro de 2017 surgiu a loja, inicialmente com a venda de camisetas e depois vestidos, quadros, cadernos e agendas, inspiradas em personagens e elementos das culturas negra e popular brasileira.

Macraméria By Pre

Instagram/Divulgação

A Macraméria By Pre nasceu com a necessidade da artesã Pre Caldas se reinventar após um AVC. Dor e preocupação deram lugar para a arte, amor e desafios.

Hoje, a marca é especializada em produtos artesanais feitos com macramé, criados para decoração. Com peças como painéis, prateleiras, luminarias, filtro dos sonhos, cortinas, hangers e etc.

Fulelê

A Fulelê nasceu em 2020 com a produção de Quiet Books, Jogos e Brinquedos artesanais e contribuem com o desenvolvimento infantil de maneira lúdica. Tem uma linha afro referenciada que aproxima as crianças das culturas africana e afro-brasileira desde pequenos.

Instagram/Divulgação

Modash 

Instagram/Divulgação

Criada no Rio de Janeiro, Modash tem como diferencial a manutenção de mais de 90% da cadeia produtiva no BENIN, país localizado no oeste da África.

Trabalha com peças masculinas, femininas e agêneros em estilos diferenciados, indo da alfaiataria à moda urbana. As peças são produzidas com tecidos africanos de alta qualidade (100% algodão) que traduzem a beleza, história e ancestralidade do continente.

Para conhecer outras iniciativas que representam o afroempreendedorismo brasileiro, acesse a loja da Feira Preta.