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15ª Mostra Prata da Casa tem shows durante toda a semana

Por: Redação

O Sesc Pompéia apresenta em março, a retrospectiva do ano de 2008 do projeto Prata da Casa. Semanalmente, sempre às terças-feiras e com entrada franca, a Choperia emprestou seu palco a uma brilhante variedade de artistas novos de pontos diversos do país. O projeto Prata da Casa vem abrindo espaço na noite da cidade para os nomes que farão o futuro da música popular brasileira. A retrospectiva tem o objetivo de lembrar alguns dos momentos significativos vividos na Choperia durante o último ano. Curadoria de Pedro Alexandre Sanches e Patrícia Palumbo. Retirada de ingressos na bilheteria no dia do show.

Programação completa

Samba de Rainha (SP)
18/03. Quarta, às 21h.
Clara clareou/ e rara Ivone se tornou/ na negra consciência de Leci/ rainhas cantam samba, sim, senhor. O samba paulista se fortalece e se moderniza pela militância feminina do grupo Samba de Rainha, formado por Núbia Maciel (voz e conga), Thais Musachi (cavaco), Nana Spogis (violão), Aidée Cristina (ganzá, surdo e vocais), Sandra Gamon (tamborim, repinique e vocais), Érica Japa (rebolo) e Gadi Pavezi (pandeiro). Com história já consolidada em espaços como a quadra da Rosas de Ouro, em bares e em locais como o Traço de União, a trupe contrabalança clássicos do gênero com um repertório autoral composto por várias das integrantes.

Andréia Dias (SP) e Leo Cavalcanti (SP)
19/03. Quinta, às 21h.
Andréia Dias. Homem/ seu desejo secreto é me ver no necrotério/ branca como a neve/ bela adormecida esquecida/ uma flor murcha e caída. Integrante de frente do grupo paulistano Dona Zica (com passagem pela suingada Banda Glória), Andréia Dias lançou seu trabalho solo e autoral com o disco Vol. 1, em que se lapidam qualidades já bem delineadas na banda mãe. Mais que nunca, se evidenciam a voz poderosa, as composições inspiradas, o entrecruzamento entre pop, MPB, rock, samba, reggae, vanguarda paulistana, canção e erudição, com o apoio de músicos como Fernando Catatau, Guilherme Kastrup, Marcelo Jeneci e Luciano Barros. Estilo e identidade sãopercebidos na originalidade mansa de Vampiro Tupiniquim, Libido e Linfa Ácida, entre várias outras. Cantor e compositor, Leo Cavalcanti é músico de intensa contemporaneidade. De uma geração com ampla liberdade criativa, Leo não se classifica em gêneros, mas faz canções seguindo sem querer uma tradição nacional. Tem um timbre de voz muito particular e um ótimo violão. Suas influências vão do samba ao soul, do blues ao xaxado. Toca violão, guitarra, baixo e assina as programações eletrônicas. Frenesi de Otário e Medo de olhar pra si são alguns de seus temas em que mostra crítica e ironia nas crônicas do seu tempo.

Karina Buhr (PE) e Claudia Dorei (SP)
20/03. Sexta, às 21h.
Karina Buhr. Líder do grupo Comadre Fulozinha, foi integrante das bandas Eddie, DJ Dolores e Orchestra Santa Massa, Bonsucesso Samba Clube, Veio Mangaba e Suas Pastoras Endiabradas, dos maracatus Estrela Brilhante e Piaba de Ouro. Essa vivência traz uma bagagem forte para sua música, que tem o acento de Pernambuco, mas também a contemporaneidade de quem vive antenada na maior cidade da América do Sul. Suas cancões têm o lirismo dessas manifestações de raiz, um clima de filme e de romance. Ela é atriz, percussionista e compositora. Claudia Dorei. A música chega com uma base rítmica macia e contagiante nos vocais e no trompete de Claudia Dorei. Ela vem do hip hop carioca, cantava a rebeldia juvenil com toda força e por lá já carregava fãs de sua performance e visual. Doce, forte e romântica seu som lembra um trip hop solar característica que o trompete garante por sua sonoridade eternamente ligada a Chet Baker e ao jazz noturno da ensolarada Califórnia. Dorei ainda faz a ponte entre a zona sul carioca e a periferia paulistana, enxerta poesia de Manuel Bandeira à sua jovem lírica amorosa. Desse caldo sai um som diferente e original mesmo cheio de referências. O talento da moça é reconhecido por Antonio Pinto, grande produtor de trilhas sonoras.


Turbo Trio (RJ) e Oké Arô (SP)

21/03. Sábado, às 21h.
Turbo Trio (RJ) Vem dançar/ vem enlouquecer/ vem dançar que aqui é festa pra você. Carioca e paulista ao mesmo tempo, o Turbo Trio é a somatória de BNegão (ex Planet Hemp), de um lado, e Tejo Damasceno e Alexandre Basa, dos comboios Instituto e Mamelo Sound System, do outro. O (in)esperado front principal de fusão se dá entre o hip hop e o funk carioca, irmanados na sonoridade anárquica do trio lado a lado com referências de música eletrônica, rock n roll e uma infinidade de outras levadas. O disco de estreia Baile Bass é o manifesto da mistura, com ápice na faixa de letra citada acima, Ela Tá na Festa, com participações funkeiras e pós funkeiras egressas do Rio de Janeiro (Deize Tigrona), do Rio Grande do Sul (DJ Chernobyl) e do Paraná (Bonde do Rolê). Oké Arô (SP) Os batuques, os tambores da tradição africana, o pop eletrônico, os pontos de umbanda com hip hop, samba, repente nordestino e jongo. Tudo isso é o Oké Arô. Paula Preta traz a poesia das ruas e assina letras e vocais. Théo Werneck faz as bases, loopings e batidas com raiz na cultura afrobrasileira, misturando riffs e instrumentos de corda (violões, guitarras, bandolins e banjo). Giuliano Scandiuzi, arquiteto, diretor de arte e artista multimídia, é responsável pelo cenário em movimento que contracena com a musica. O Oké Arô é um projeto de pesquisa musical, antropológico, cultural. Um mergulho na mistura tipicamente brasileira com forte sotaque africano.

Julia Car (SP)
22/03. Domingo, às 18h.
A banda paulistana Julia Car mescla parafernália eletrônica, aceleração roqueira, rispidez rapper e a voz doce da cantora Julli Pop. Formada por Julli Pop (voz e efeitos), Rob Cox (baixo e voz), Tatá Muniz (bateria e voz), Dalton Miranda (guitarra), o MC Jottacê e a VJ Cynthia Domenico, a banda pode ser descrita como “um coletivo rocker de alma pop”. Em suas letras, muitas delas compostas dentro do carro pela vocalista Julli Pop, promovem um mix de asfalto e coração para fabricar temas sobre o tempo e a cidade. Com o intuito de fazer arte para mover e grudar ideias, conceitos e sensações, a banda Julia Car desponta como novidade contemporânea da música nacional. No roteiro, músicas compostas pela banda em seu primeiro CD Urbano, como Chuta Lata, Godzilla, Olha: Desomenagem a Pero Vaz, e Gandaia. “Do dia-a-dia/ é todo dia na rua/ esquina, morro, prédio/ embaixo da ponte.” A urbanidade é o mote do rock da banda paulistana, que na sinfonia de concreto mistura parafernália eletrônica, entusiasmo roqueiro, um impactante rap à voz doce da cantora Julli Pop, entre uma profusão de outros detalhes.  A banda se define como “um corpo orgânico eletrônico coletivo com um trabalho caracterizado por uma atitude rock de alma pop”. Em 2000, ano em que se encontraram para realizar a trilha sonora de uma peça teatral, foi selada uma parceria musical onde a fusão de diferentes influências formaram a base para o grupo.

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