Alta nos casos de covid faz Doria suspender cirurgias eletivas

Governador também determinou que hospitais não desmontem leitos exclusivo para o novo coronavírus

Por: Redação
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou nesta quinta-feira, 19, que os hospitais das redes pública e privada não desmontem os leitos que foram criados para atender exclusivamente pacientes da covid-19.

A medida ocorre no momento em que o estado volta a registrar um aumento do número de internação de pacientes com novo coronavírus.

covid Doria
Crédito: Divulgação/GESPAlta nos casos de covid faz Doria suspender cirurgias eletivas

Doria também determinou a suspensão de agendamentos de novas cirurgias eletivas de outras doenças, aquelas de casos que não são considerados emergenciais. Os atendimentos haviam sido retomados nos meses anteriores, quando houve queda dos indicadores da covid-19.

Dados da Secretaria de Saúde apontam que a média diária de internações é de 1.093 — na primeira semana de novembro este número era de 859, alta de 27,2%.
“Essa elevação da curva [de internações] promove a necessidade de medidas estratégicas. Dessa maneira, o governo assina hoje um decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de UTI ou de enfermaria, voltados para o atendimento do covid-19. Assim como a não realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas, para que dessa forma possamos garantir leitos para todos os pacientes com covid”, disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

Covas nega 2ª onda de covid em SP

Pela manhã, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), negou que a cidade está enfrentando uma nova onda de covid-19, mas afirmou que abriu 200 novos leitos para tratar casos leves da doença.

Covas admitiu aumento de ocupação de UTI, mas disse não ser necessária a adoção de medidas mais restritivas como o “lockdown”.

A capital paulistou registrou ontem um aumento de 29,5% nos novos casos de covid-19 na comparação entre os primeiros 17 dias de novembro com o mesmo intervalo de outubro.

Dados da Fundação Seade, usado pelo governo do Estado para acompanhamento da pandemia, foram 15.794 novos diagnósticos em novembro.

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