Bolsonaro tem 3º pedido de impeachment protocolado em uma semana

Pedido foi protocolado pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP)

Por: Redação
Alexandre Frota e Jair Bolsonaro
Alexandre Frota é ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve seu terceiro pedido de impeachment protocolado nesta semana, em meio a críticas sobre sua conduta em relação à pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira, 19, foi a vez do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) registrar a solicitação na Câmara dos Deputados.

O deputado, que é ex-aliado de Bolsonaro, ressalta que o pedido de 38 páginas evidencia seis crimes cometidos pelo atual presidente. “Não importa se você é de direita, de esquerda, de centro. Não importa religião, cor, sexo… o importante é que todos estejam juntos este momento”, declarou.

Em um vídeo, Frota explica os motivos que o levaram a protocolar o pedido, como a participação de Bolsonaro na manifestação do último domingo, 15. Segundo o deputado, ele cometeu crimes de responsabilidade e contra a saúde pública neste fim de semana.

Na data, Bolsonaro deveria estar em quarentena por ter a possibilidade de ter contraído coronavírus, mas compareceu a uma das manifestações e teve contato físico com os apoiadores, contrariando orientações do Ministério da Saúde e e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com Frota, além de atentar contra os poderes da União e e à administração pública ao convocar os protestos, o presidente faz ataques frequentes à imprensa e aos jornalistas.

Outros dois pedidos

Antes de Alexandre Frota, outros dois pedidos de impeachment de Bolsonaro foram protocolados nesta semana. O primeiro, pelo deputado do Distrito Federal (DF), Leandro Grass (Rede), nesta terça-feira, 17. Saiba mais neste link.

O segundo pedido foi feito pelo PSOL na noite desta quarta-feira, 18. Deputados, vereadores e prefeitos da legenda, conjuntamente com intelectuais e lideranças políticas, sustentam no pedido que o presidente cometeu crime de responsabilidade ao convocar as manifestações do último domingo, 15. Leia sobre o caso aqui.