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Brasil volta à registrar 800 mortes enquanto Bolsonaro parabeniza governo

Para o presidente, o governo gerido por ele se 'comportou muito bem' no combate à pandemia

Por: Redação
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O Brasil registrou nas últimas 24 horas 848 mortes causadas pela covid-19 nesta quarta-feira, 9, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parabenizava seu governo pelo combate à pandemia, durante evento em Brasília.

Jair Bolsonaro
Crédito: Agência BrasilBrasil volta à registrar 800 mortes enquanto Bolsonaro parabeniza governo

De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 178.995 vidas foram perdidas para o novo coronavírus desde o início da pandemia. Ao todo, foram notificados 53.453 novos casos da doença nas últimas 24h, elevando para 6.728.452 o número de infectados.

Segundo o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel foi de 643 mortes, a maior desde 7 de outubro, representando um aumento de 34% em comparação com o cálculo de duas semanas atrás, demonstrando tendência de alta.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores, que depois é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. Esse tipo de recurso estatístico passou a ser usado para conseguir enxergar a tendência dos dados que acabavam sendo abafados nos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Hoje há 22 estados com tendência de alta na média móvel de mortes por Covid-19: Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Enquanto os dados mostram a elevação de casos e mortes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parabenizou sua condução do governo federal durante a pandemia.

Durante evento, no Clube da Aeronáutica, em Brasília, nesta quarta-feira, Bolsonaro afirmou que “o Brasil olha para nós. Tem um presidente e um vice que são militares. Buscam com lupa possíveis defeitos. Buscam de todas as maneiras até mesmo nos desacreditar. E passamos neste ano um momento dificílimo com a pandemia” e “juntamente com os nossos colegas, ministros civis, nos comportamos muito bem. Não só na questão da economia bem como na busca de diminuir o sofrimento de nossos irmãos”, disse.

Estavam presentes, além do vice-presidente, general Hamilton Mourão, Fernando Azevedo (Defesa), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil), todos generais da reserva. Além deles, compareceram Bento Albuquerque (Defesa), almirante da reserva, e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), que é ex-policial militar.

Porém, diferente do que afirma Bolsonaro, ele tem sido duramente criticado pela condução negacionista que faz do combate à pandemia. Ao longo do ano, ele já chamou a covid-19 de “gripezinha” e tentou sabotar medidas de restrição de circulação adotadas por governadores e prefeitos para diminuir o contágio pelo coronavírus. Além disso, o presidente promove uma guerra ideológica entorno da vacina e recentemente, chamou o uso de máscaras de “o último mito a cair”.