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Campanha criada por foliãs de MG pede fim do assédio no Carnaval

Foliãs e organizadoras de blocos em Belo Horizonte organizaram a campanha "Tira a mão: é hora de dar basta"

O Carnaval de Belo Horizonte deste ano já é considerado pela prefeitura da capital mineira como o maior da história da cidade. A expectativa é a de que a festa receba 2,4 milhões de pessoas, dos quais 500 mil são turistas.

Diante desses números até mesmo surpreendentes, uma vez que a folia do ano passado recebeu apenas 100 mil turistas, blocos e foliãs que participam da festa na cidade decidiram se unir para discutir um problema ainda longe de ser resolvido nesta época do ano: o assédio sexual contra mulheres.

Segundo dados do Ligue 180, a Central do Atendimento à Mulher em Situação de Violência, as denúncias de violência contra a mulher no Carnaval de 2016 cresceram 174% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Em busca do respeito a todas as mulheres, foliões e organizadoras de blocos em Minas Gerais lançaram na última segunda-feira, dia 20, a campanha “Tira a mão: é hora de dar um basta”.

A iniciativa surgiu depois que um jornal mineiro publicou a informação de que três blocos feministas – o ClandesTinas, o Bruta Flor e o Sagrada Profana – desfilaram pelas ruas da cidade nos dias 11 e 12 de fevereiro.

“No Facebook, o jornal recebeu uma enxurrada de comentários machistas e com discurso de ódio. Tenho a péssima mania de ler comentários. Fiquei destruída. Daí, a partir disso, pensamos em criar um material para conscientizar os mais de 2 milhões de foliões que estarão por aqui no Carnaval”, diz Renata Chamilet, uma das organizadoras da campanha e também membro do bloco Chama o Síndico.

Campanha pede fim do assédio no Carnaval

Conforme dados da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), neste ano a cidade receberá 416 desfiles organizados por 350 blocos cadastrados, um aumento de 30% em relação a 2016.

Todos os materiais da campanha – incluindo a marchinha da compositora Brisa Marques (veja abaixo), banners e o manifesto contra o assédio – estão disponíveis na página As Minas do Carnaval de Belô e podem ser livremente compartilhados.

“Nossa vinheta está passando em todos os lugares, até mesmo nas rádios AM e FM. A ideia é que a campanha não tenha dono, que todo mundo possa se apropriar e levar essa mensagem adiante. Infelizmente, o assédio acontece todos os dias, só que no Carnaval ele se potencializa. Nós não podemos deixar isso acontecer. A mulher quer o direito de pular o Carnaval com segurança e liberdade”, defende.

Confira outros banners da campanha e participe:

Campanha pede fim do assédio no Carnaval
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Campanha pede fim do assédio no Carnaval
  • Paquerar, beijar e se divertir fazem parte da folia, mas com uma condição: é preciso respeitar as minas. Confira 7 situações que mostram o que você pode fazer (e quais atitudes NUNCA tomar) para se divertir no Carnaval sem ser machista.

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