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Como esta imagem escancara o preconceito – e a luta contra ele

Uma propaganda escancarou o preconceito e a intolerância da sociedade, mas os responsáveis pela publicidade reagiram

Por: Jonas Carvalho
A propaganda da Blush Berlin

Uma propaganda de lingerie mostra qual pode ser o papel da publicidade no combate aos mais diversos tipos de preconceito.

Trata-se de um outdoor que exibe peças de roupa íntima da marca Blush, criado pela agência DDB Berlin. Ao contrário das imagens convencionais, que mostram mulheres com medidas e características de beleza padronizadas, a DDB inovou ao colocar um homem usando os trajes.

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Posted by blush Berlin on Saturday, July 15, 2017

“Para todas as mulheres. Nós dissemos ‘todas'”, diz o texto que acompanha a imagem, colocada em uma rua da capital alemã na mesma época de eventos pró-LGBT que aconteceriam na cidade, em julho.

Infelizmente, o preconceito da sociedade agiu rápido: uma pessoa se dispôs a perder o seu tempo e arrancou o cartaz, de 8 metros quadrados.

Ao saber do caso, a marca não se calou. Pelo contrário: fez uma nova intervenção mostrando que a luta por mais respeito à diversidade não pode (e não vai) retroceder.

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Posted by blush Berlin on Friday, July 21, 2017

“Nos últimos 5 dias, nós, da Blush Berlin, colocamos aqui um homem vestindo lingerie em homenagem à semana de orgulho gay. Infelizmente, alguém tentou nos censurar”, diz o texto pichado por membros da equipe responsável pela propaganda.

Ao lado, uma imagem em miniatura do outdoor, que depois ganhou a seguinte mensagem: “querido, estamos em 2017”.

https://www.instagram.com/p/BWzurcal_3U/?taken-by=blushberlin

É importante lembrar que a falta de diversidade na publicidade e, claro, o preconceito não estão longe de nós:

“Num país onde 51% da população é feminina, 53% são negros e pardos, 23% têm algum tipo de deficiência e outros tantos são LGBT, é mesmo de se estranhar que a publicidade continue quase sempre branca, masculina e heteronormativa”, escreveu neste texto Ricardo Sales, profissional de comunicação e pesquisador da USP.

“Sem representatividade fica mais difícil ter visibilidade. Este é um tema que precisamos enfrentar”, completa. A ação em Berlim é um exemplo de como fazer isso.

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