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Funarte expõe violência policial em protestos dos estudantes secundaristas

Por: Redação

De acordo com comunicado da Fundação Nacional de Artes (Funarte), motocicletas conduzidas por policiais militares invadiram o hall do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, na noite da última quarta-feira, dia 9, em perseguição a jovens que vinham das manifestações promovidas por estudantes secundaristas e, por causa da repressão, procuraram abrigo no local.

O episódio ocorreu durante uma atividade pública realizada pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Os policiais retiraram à força os adolescentes de dentro da bilheteria do teatro, sem ordem de prisão, e os agrediram. Em nota publicada nesta quinta-feira, dia 10, a Funarte repudiou a ação policial e exigiu esclarecimentos do Governo do Estado de São Paulo sobre o caso.

Crédito: Tiago QueirozOs estudantes foram retirados à força do teatro e agredidos por policiais

Leia o texto na íntegra:

Comunicado sobre o fato ocorrido nas dependências do Teatro de Arena Eugênio Kusnet

A Fundação Nacional de Artes – Funarte tomou conhecimento de que, durante uma atividade pública, realizada pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, na noite da última quarta-feira, dia 9 de dezembro, nas dependências do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, motocicletas conduzidas por policiais militares invadiram o hall do teatro, em perseguição a jovens que vinham das manifestações promovidas por estudantes secundaristas e, em razão da repressão policial, procuraram abrigo no espaço. Os policiais retiraram à força os jovens de dentro da bilheteria do teatro, sem ordem de prisão, nem qualquer tentativa de manutenção da ordem – apenas com agressões aos adolescentes.

A Funarte repudia essa ação arbitrária e violenta, que fere os direitos previstos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e, principalmente, o Estado Democrático de Direito. Em defesa da memória do Teatro de Arena e de todos os artistas que fizeram desse espaço palco da luta insubmissa e revolucionária contra a ditadura militar, a Funarte e o Ministério da Cultura, gestores do teatro, exigem esclarecimentos do Governo do Estado de São Paulo sobre o episódio.

Solidarizamo-nos com os jovens agredidos, suas famílias, os artistas e o público, presente no teatro; e com todos aqueles que acreditam que a democracia é o nosso maior patrimônio – e, por isso, sentem-se também violentados.

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