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Intolerância religiosa cresceu 3.706% em 5 anos, aponta pesquisa

Com informações do Estadão Conteúdo 

Por: Redação

Tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016, “O combate à intolerância religiosa no Brasil”, não por acaso, se tornou um dos assuntos de maior relevância social em debate no país.

Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, o número de denúncias de intolerância, sobretudo voltada a religiões de matrizes africanas, aumentou 3.706% nos últimos cinco anos.

Em Brasília, o terreiro de candomblé Axé Oyá Bagan, no Paranoá, destruído após incêndio criminoso
Em Brasília, o terreiro de candomblé Axé Oyá Bagan, destruído após incêndio criminoso

“Chuta que é macumba ?”

Informações apresentadas pelo canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100, revelam aumento significativo de denúncias em curto período: se em 2011 foram registradas apenas 15 notificações sobre a prática criminosa, quatro anos depois, o canal registrou 556 casos.

Intolerância entre religiões

Na avaliação da antropóloga Christina Vital, do departamento de Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), o aumento de igrejas e praticantes pentecostais abriu caminho para um incômodo cultural, sobretudo nas periferias e favelas do país.

Testemunha-se, então, um número cada vez maior de terreiros invadidos e queimados em todo país. Por outro lado, a antropóloga lembrou o aumento de ações dos governos e dos movimentos sociais em aumentar os canais de comunicação, publicidade e campanhas de conscientização do que é o crime de intolerância religiosa.

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