Maia desqualifica projeto de Moro e critica ministro de Bolsonaro

Maia chamou Moro de "funcionário de Bolsonaro"

Por: Redação | Comunicar erro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disparou contra o ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sergio Moro, na noite desta quarta-feira, 20. Para Maia, Moro – chamado por ele de “funcionário do presidente Bolsonaro” –, ultrapassa as competências do seu cargo quando cobra a tramitação do projeto batizado de “lei anticrime”.

O presidente da Câmara desqualificou o projeto anticrime apresentado por Moro dizendo que o texto é um “copia e cola” de proposta sobre o mesmo tema que foi apresentada no passado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, enquanto era ministro da Justiça de Temer.

Crédito: Agência Brasil: Maia/Marcelo Camargo e Moro/JoséCruzRodrigo Maia critica Sergio Moro

“O funcionário do presidente Bolsonaro? Ele conversa com o presidente Bolsonaro e se o presidente Bolsonaro quiser ele conversa comigo. Eu fiz aquilo que eu acho correto [sobre a proposta de Moro]. O projeto é importante, aliás, ele está copiando o projeto direto do ministro Alexandre de Moraes. É um copia e cola. Não tem nenhuma novidade, poucas novidades no projeto dele”, respondeu Maia quando questionado se Moro estava se intrometendo na Câmara.

O questionamento é pertinente ao que aconteceu na semana passada, dia 14, quando Rodrigo maia determinou a criação de um grupo de trabalho para analisar o chamado projeto de lei anticrime de Moro e duas outras propostas parecidas que já tramitavam na Câmara. Esse grupo tem o prazo de 90 dias para debater as matérias, com isso, na prática Maia, no mínimo atrasou a tramitação do projeto de Moro na Câmara dos Deputados, o que irritou o ministro da Justiça.

Maia disse ainda que a votação da Lei Anticrime é para o futuro, a prioridade pra ele, e segundo ele, para Bolsonaro também, é aprovar a reforma da Previdência.

O deputado negou estar irritado com Moro e disse que o ministro “conhece pouco a política”.

“Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é quem tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas, ele não é presidente da República, ele não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele. Ele está passando daquilo que é a responsabilidade dele. Ele nunca me convidou para perguntar se eu achava que a estrutura do ministério estava correta, se os nomes que ele estava indicando estavam corretos”, afirmou.

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