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Mais Médicos: governo lançará edital para repor vagas de cubanos

Médicos brasileiros terão prioridade, afirma Ministério da Saúde

Por: Redação

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (14) que vai lançar um edital nos próximos dias para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos que integram o programa Mais Médicos.

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Crédito: Carla Ornelas/GOVBAMédicos cubanos chegam à Bahia, em 2014, para atuar pelo programa Mais Médicos

“Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz a nota encaminhada à imprensa. As informações são de Leandro Melito, repórter da Agência Brasil.

A pasta recebeu na manhã desta quarta-feira, 14, o comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no qual o governo cubano informa que vai deixar de participar do programa Mais Médicos. Segundo o ministério, 8.332 vagas, de um total de 18.240, são ocupadas por esses profissionais.

“O governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba”, diz o comunicado.

Segundo relatório do G1, o estado de São Paulo tem 16% dos médicos cubanos e a Bahia, quase 10%. Eles devem perder a maior quantidade absoluta de profissionais, mas a Opas e o Ministério da Saúde ainda deverão fazer um relatório de impacto no Brasil.

O governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa. A justificativa é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, na sua conta do Twitter, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais, que é o exame aplicado aos médicos que se formam no exterior e querem atuar no Brasil.

Procurada pela reportagem, a Opas, que intermediou o convênio entre Brasil e Cuba para vinda dos médicos cubanos, diz que foi comunicada pelo governo de Cuba sobre a decisão de não continuar participando do programa e informou o Ministério da Saúde brasileiro. “Devemos ter mais detalhes nos próximos dias. Assim que os tivermos, divulgaremos”, diz nota encaminhada à Agência Brasil.

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