Marcelo Odebrecht afirma que Lula recebeu dinheiro em espécie

Em nota, Instituto Lula repudiou acusações e promete provar inocência

Por: Redação
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Em nota, Instituto Lula repudiou acusações e promete provar inocência

Segundo informações do jornal O Globo, da manhã desta quarta-feira, 11, o empresário Marcelo Odebrecht revelou ao juiz Sérgio Moro que “Amigo” era o codinome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na planilha de propinas da empresa.

Ainda de acordo com ele, a entrega de valores a Lula era feita por Branislav Kontic, assessor do ex-ministro Antonio Palocci. Segundo o depoimento, Palocci intermediava as remessas de dinheiro para o PT e respondia ao apelido de “Italiano” na planilha de pagamentos.

Pós-Italiano 

A linha de desvio de dinheiro tinha sucessões e continuidade, segundo o depoimento.
O ex-ministro Guido Mantega, que assumiu o Ministério da Fazenda após Palocci, também seria responsável pela movimentação de recursos para o PT. Ele recebeu o codinome de “Pós-italiano” ou “Pós-itália”.

Departamento de propinas

O empresário confirmou todos os repasses anotados na planilha do Setor de Operações Estruturadas, que ficou conhecido como departamento de propinas. Ressaltou que duas versões de planilhas do Setor de Operações Estruturadas, que registram repasses da empresa ao PT, são verídicas.

A primeira, datada de 31 de junho de 2012, traz a informação de que havia R$ 23 milhões à disposição de Lula, identificado pelo codinome “Amigo”. A segunda, de 31 de março de 2014, aponta um saldo de R$ 10 milhões para o mesmo destinatário.

A planilha “posição italiano” indica a movimentação de R$ 128 milhões que, segundo a força-tarefa da Lava-Jato, teriam sido destinados ao PT e movimentados por Palocci. O saldo da conta era de R$ 79,5 milhões em 2012.

Lula nega envolvimento e reforça que inocência será provada 

Em nota, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente Lula teve seus sigilos fiscais e telefônicos quebrados, sua residência e de seus familiares sofreram busca e apreensão há mais de um ano, mais de cem testemunhas foram ouvidas e não foi encontrado nenhum recurso indevido. “Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa para qualquer fim e isso será provado na Justiça. Lula não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros possam se referir a ele como ‘Amigo’”, diz a nota. Confira a matéria completa no site do jornal O Globo. 

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