Moro a Lula: ‘não respondo a criminosos, presos ou soltos’

A publicação no Twitter foi feita pouco depois do discurso de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo

Por: Redação

Chamado de canalha pelo ex-presidente Lula na tarde deste sábado, 9, o ministro Sergio Moro (Justiça) disse que não ia responder ao ataque. “Não respondo a criminosos, ‘presos ou soltos’.

No Twitter, o ex-juiz disse ainda que “algumas pessoas só merecem ser ignoradas”.

Lula participou de um ato na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em SP, na tarde deste sábado. No discurso à militantes de esquerda, o ex-presidente fez duras críticas à Jair Bolsonaro, ao qual se referiu como miliciano.

Ele [Bolsonaro] foi eleito. Democraticamente nós aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de 4 anos. Agora, ele foi eleito para governar pra o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”, disse o ex-presidente para uma multidão.

Crédito: Paulo Pinto / Fotos PúblicasLula durante ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP)

Lula também atacou a Operação Lava Jato, o ex-juiz Sergio Moro e a política econômica do governo Bolsonaro.

“Eu preciso provar que o juiz Moro não era um juiz, era um canalha que estava me julgando. O Dallagnol não representa o Ministério Público, que é uma instituição séria. Ele montou uma quadrilha com a força tarefa da Lava Jato.”

O ex-presidente também atacou a Rede Globo. “Lá em cima tá o helicóptero da Rede Globo de Televisão para falar merda outra vez sobre o Lula e sobre nós”, referindo-se a aeronave que acompanhava o ato.

Em nota, a emissora repudiou os ataques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A prova de isenção da emissora é a transmissão do discurso que o ex-presidente fez ontem e hoje. Também é prova de sua isenção ser alvo de ataques dos extremos do espectro político hoje, tão radicalizado. A Globo faz jornalismo sério e continuará a fazer. Sem se intimidar e sem jamais perder a serenidade”, diz a emissora carioca.

Lula deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde ficou preso por 580 dias, beneficiado pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que definiu que a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos.

Estavam presentes no ato o ex-prefeito Fernando Haddad, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o líder do MTST, Guilherme Boulos, a deputada Gleisi Hoffmann e outras lideranças do PT.

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