Opinião: movimento #AumentoNão une Bolsonaro e PT contra juízes

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro

Divididos por causa das eleições marcadas pelo ódio, os brasileiros se uniram hoje.

Motivo: o aumento aprovado no Senado do salários dos ministros do STF, que deve custar, no próximo ano, R$ 6 bilhões.

O aumento foi atacado hoje  por Jair Bolsonaro e seu aliados. Mas também pela presidente do PT, Gleise Hoffmann.

Daí surgiu a hashtag #aumentonão, que virou trending topic mundial – e, no Brasil, ficou em primeiro lugar.

Uma enquete entre os leitores da Catraca Livre, 98% disseram não ao aumento.

A indignação pode ser vista na viralização de uma petição online, apoiada pela Catraca Livre: em poucas horas, já atingiu 25o mil assinaturas.

Para aderir à campanha, basta clicar aqui.

De acordo com o texto da campanha virtual, acompanhada pela hashtag #AumentoNão, que figurou entre os assuntos mais comentados do Twitter, “primeiro os parlamentares aumentam o salário dos ministros do STF para ampliar o teto constitucional, assim conseguem aumentar os próprios salários e em outras áreas públicas. Isso causa um efeito cascata e retroativo que o Brasil não suporta mais”.

O aumento de R$ 6 mil reais nos salários dos ministros e da Procuradora Geral da República, que passará a ser de R$ 39 mil mensal, causa um impacto que varia entre R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões por ano nas contas nacionais e diz que “os brasileiros não toleram mais pagar a conta”.

O aumento foi aprovado na tarde desta quarta-feira, 7, pela maioria dos votos do Senado e agora precisa ser sancionado pelo presidente da República em exercício, Michel Temer. Jair Bolsonaro, futuro chefe do Executivo, já se posicionou contrário à proposta.

Entenda
O Senado aprovou nesta quarta-feira, 7, projetos de lei que concedem aumento aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao procurador-geral da República. O reajuste altera o subsídio dos 11 integrantes do STF e da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil e provoca um efeito cascata sobre os funcionários do Judiciário, abrindo caminho também para um possível aumento dos vencimentos dos parlamentares e do presidente da República.

A proposta relativa aos membros do STF teve 41 votos favoráveis, 16 contra, e uma abstenção, após os senadores aprovarem, na tarde de ontem (6), a inclusão do texto na Ordem do Dia de hoje. Já o projeto do salário do procurador-geral da República foi aprovado de forma simbólica pelo plenário.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.

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