Página ‘Alckmin, qual o trajeto?’ satiriza ação da PM no ato contra a tarifa

Por: Redação

Após o último ato contra o aumento da tarifa em São Paulo, nesta terça-feira, dia 12, internautas criaram uma página no Facebook, intitulada “Alckmin, qual o trajeto?“, que satiriza a conduta violenta da PM. O Movimento Passe Livre não havia comunicado previamente o trajeto, conforme é previsto pela Constituição Federal, e foi impedido de seguir a rota pela avenida Rebouças.

A conta na rede social, lançada nesta quarta-feira, 13, já publicou vários memes com fotos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e “sugestões de trajetos para a moçada do Movimento Passe Livre”. Veja algumas das imagens abaixo:

A página no Facebook do Passe Livre São Paulo divulgou o trajeto da próxima manifestação contra o aumento da tarifa, que acontece nesta quinta-feira, dia 14, a partir das 17h. Desta vez, o movimento irá se reunir em dois locais, no largo da Batata, em Pinheiros, e em frente ao Theatro Municipal, no centro.

De acordo com a publicação, o trajeto do Theatro Municipal vai passar pela Prefeitura e Secretaria da Segurança Pública, subir a avenida Brigadeiro até a Paulista e terminar no MASP. Já o trajeto do Largo da Batata vai subir pela avenida Faria Lima, passar pela Praça Panamericana, atravessar a ponte da Cidade Universitária, pegar a avenida Vital Brasil e terminar no metrô Butantã.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o Movimento Passe Livre não compareceu na manhã desta quinta-feira na reunião marcada pela Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público para debater a organização dos protestos e o “exercício do direito de livre manifestação e o direito à livre circulação nas vias públicas”.

A questão do trajeto tem gerado polêmica após o último protesto nesta terça-feira, dia 12. Na ocasião, o confronto começou depois do impasse sobre qual seria a rota a ser seguida. O MPL, que não havia divulgado previamente o percurso, queria que o ato seguisse pela avenida Rebouças e a PM, pela rua da Consolação.

De um lado, o governo alega que a rota da manifestação deve ser comunicada previamente à Polícia Militar, conforme o artigo 5º, inciso XVI da Constituição Federal: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

No entanto, o MPL afirma que o trajeto é decidido pelos participantes durante a concentração do protesto e depois avisado à Polícia Militar. O movimento havia comunicado que o caminho escolhido não seria divulgado com antecedência.

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