Pesquisadores saem às ruas contra corte no orçamento da Capes

Com quase quatro mil participações confirmadas no Facebook, o ato chama atenção para os impactos do corte

Por: Redação
Crédito: Facebook/ReproduçãoSe for aprovado, corte afetará quase 200 mil bolsistas e pesquisadores

Diante da possibilidade de corte de orçamento previsto para 2019, que pode acabar com o programa de incentivo à pesquisa científica no país e suspender bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um ato organizado nesta sexta-feira, 3, percorrerá as ruas da capital paulista a partir das 16h. A concentração acontece em frente MASP, região central da cidade.

Na última quinta-feira, 2, o Conselho Superior da Capes enviou um ofício ao governo federal pedindo que o projeto atual, aprovado no Congresso Nacional em julho, não sofra vetos.

Segundo o ofício, programas voltados às pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no país reunirão, em 2019, 93 mil estudantes e pesquisadores bolsistas.

O corte afetaria ainda outros três programas destinados à formação e qualificação de professores: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o Programa de Residência Pedagógica e o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) que, juntos, somam 105 mil bolsistas em 2019.

O que reivindicam os manifestantes? 

Com quase quatro mil participações confirmadas no Facebook, o ato chama atenção para os impactos do corte que, se aprovado, pode comprometer o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileiras, além de comprometer a imagem do Brasil.

Na página criada para o evento, os responsáveis divulgar uma nota de apresentação:

“Hoje a CAPES divulgou um ofício anunciando a possibilidade concreta do corte de milhares de bolsas de pesquisa em todo o país. A nota manifesta que tal corte pode ter impactos, a partir de agosto de 2019, nas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado,

O impacto destes cortes, se realizados, é profundo e arrisca comprometer decisivamente o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileiras.

Não vamos recuar! Venha discutir esta nova ameaça e construir coletivamente as formas de resistência!”

Compartilhe: