Projeto transforma cidadão em protagonista do futuro das cidades

O programa "O Futuro da Minha Cidade" é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com correalização do SESI Nacional

Por: Publi | Comunicar erro
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, do coordenador do projeto, Silvio Barros, o presidente do Codese-DF, Paulo Muniz, e o jornalista Gilberto Dimenstein
Crédito: Tereza Sá O programa convida toda a sociedade para ser voluntária e pensar ações para daqui a 20 anos

Qual futuro que você, enquanto cidadão, quer para a sua cidade e para o Brasil? Pensar em soluções para os problemas locais e promover o desenvolvimento dos municípios é o objetivo do projeto “O Futuro da Minha Cidade”, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com correalização do SESI Nacional. O programa convida toda a sociedade para ser voluntária e pensar ações para daqui a 20 anos, visando a formação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese) local.

A iniciativa, criada em 2012 e já presente em 28 cidades do país, foi apresentada nesta sexta-feira, 10, durante o “Diálogo CBIC: O Futuro da Minha Cidade e Brasília”. Mediado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, fundador da Catraca Livre, o evento teve a participação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do presidente da CBIC, José Carlos Martins, do coordenador do projeto, Silvio Barros, e também do presidente do Codese-DF, Paulo Muniz.

Fundador da Catraca Livre, Gilberto Dimenstein
Crédito: Tereza Sá Fundador da Catraca Livre, Gilberto Dimenstein mediou o evento em Brasília

O projeto transforma as pessoas em protagonistas no planejamento econômico e sustentável do futuro dos municípios a curto, médio e longo prazos. “É impossível você querer mudar o mundo e não querer mudar o que está em torno. Às vezes, com soluções muito pequenas, como cuidar de uma calçada, de se envolver na escola pública, no posto de saúde e na questão ecológica, por exemplo, você pode fazer uma cidade melhor”, comenta Dimenstein sobre a necessidade da participação dos cidadãos.

O planejamento do programa é feito por meio do Conselho, formado por Câmaras Temáticas, que pensa estratégias levando em conta várias temáticas: saúde, educação, segurança, meio ambiente, gestão pública, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico. “O que nós fazemos é fomentar o debate. Desde então, nós usamos uma frase que é a base da ação — se a mudança é inevitável, você tem que optar: ser refém ou protagonista. Nós optamos por ser protagonistas dessas mudanças do nosso dia a dia”, explica Martins.

A experiência de Maringá

A ideia da criação do “O Futuro da Minha Cidade” surgiu a partir da experiência bem-sucedida de Maringá, no Paraná, por meio do seu Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem). Em 1996, a sociedade civil organizada resolveu assumir o controle do planejamento a longo prazo, 20 anos para frente, sabendo que, como os mandatos duram quatro anos, esse programa passaria por cinco prefeitos com pensamentos diferentes. “A população entendeu que o prefeito é o servidor público e vestiu a camisa de ‘patrão’ dele. Ele é um executivo contratado pelo voto para administrar aquilo que pertence a todos. Quem define o rumo é a sociedade”, afirma Silvio Barros, coordenador do projeto e ex-prefeito de Maringá.

Segundo ele, entre os muitos projetos que demonstram essa mobilização, a sociedade civil decidiu que não queria tirar a linha do trem do centro da cidade, e sim rebaixá-la, e deixar o metrô pronto nos próximos 20 anos. A obra levou, no total, quatro mandatos para ficar pronta. “O nosso metrô, no dia que a gente tiver necessidade, já está construído e a linha de trem não atrapalha mais o movimento da cidade. Esse pensar nunca seria do poder público, mas é o pensar de quem vive e quer continuar vivendo em um lugar cada vez melhor”, diz.

“O que a cidade precisa, não pode parar. No ano passado, Maringá foi eleita a melhor cidade do país para se viver. Não é uma causalidade, é a consequência do que a comunidade resolver fazer”, conclui Silvio.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha
Crédito: Tereza Sá O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, procurou o Codese para a criação de um conselho de políticas públicas

O futuro de Brasília

No evento em Brasília, os participantes destacaram um dos exemplos mais atuantes no projeto: o Codese do Distrito Federal. “No fim de 2017, definimos que todo o nosso programa seria pautado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, do qual o Brasil é signatário. Não apenas seguimos as ODS, mas também pegamos as nossas metas e atrelamos a elas”, afirma Paulo Muniz, presidente do conselho. As propostas formaram o documento “O DF que a gente quer!”, que teve a participação voluntária de 240 da sociedade civil, empresários, técnicos e acadêmicos, representantes de mais de 90 entidades de diversos segmentos.

O documento foi apresentado à sociedade em agosto de 2018 e entregue a todos os candidatos durante a campanha eleitoral ao governo do DF. Após as eleições, o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, procurou o Codese para a criação de um conselho de políticas públicas. “Brasília tem a oportunidade de ser um laboratório para o Brasil. As experiências aqui são muito mais fáceis de implantar porque você consegue colher o resultado”, ressalta Ibaneis.

De acordo com Muniz, no balanço dos 100 dias de governo do Distrito Federal, mais de 25 ações já foram emplacadas e outras estão a caminho. “Propusemos em agosto de 2017 medidas emergenciais, como abrir as delegacias 24 horas”, exemplifica o presidente do Codese-DF. A decisão imediatamente implementada pelo atual governo já resultou na redução de cerca de 40% da criminalidade.

Gostou o projeto? Participe do grupo no Facebook, “O Futuro da Minha Cidade”, que reúne quem está interessado em discutir sobre desenvolvimento urbano.

Confira o resumo do evento:

Aqui, assista à íntegra do que foi debatido:

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