Witzel fala em crise de 6 meses e suspensão de contas de água, luz, gás e telefonia

Witzel estuda a suspensão das contas de água, luz, gás e telefonia por até 60 dias

Por: Redação

A crise da pandemia do novo coronavírus exige medidas urgentes. Estratégias e planejamentos que visem, sobretudo, a prevenção ao surto que se instalou no país.

No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC) destacou uma série ações para enfrentar a doença que, segundo ele, pode causar uma crise de até seis meses no estado.

Em entrevista ao jornal Extra, o mandatário elege ações emergenciais para lidar com o colapso mundial: restrição do transporte público, confinamento domicilar e até controle de circulação de pessoas nas ruas usando QR Code são possibilidades. Ele explica: “É bem provável que tenhamos que cortar os transportes. Somente poderão estar nas ruas pessoas autorizadas. Devo ter mais uma reunião com Metrô e Supervia para debater o tema. Pode ser que haja uma decisão a partir de sexta justamente para evitar que no sábado e no domingo a população queira ir para à praia. Mas acho que já entenderam que a praia não é mais ambiente.”

Crédito: Reprodução/TVEm meio aos desafios motivados pela proliferação do coronavírus, governador do Rio de Janeiro estuda medidas para enfrentar a crise – Fernando Frazão/Agencia Brasil

Suspensão das contas do mês

Além disso, Witzel estuda a suspensão das contas de água, luz, gás e telefonia por até 60 dias, a exemplo da medida adotada pelos bancos, que suspenderam por 60 dias o pagamento de boletos. “Nós já estamos trabalhando nisso. Já pedi para a Cedae avaliar a suspensão por 60 dais. Ela tem dinheiro em caixa para suportar isso. Estamos falando de conta de água, luz, gás e telefone, que hoje também é essencial para a sobrevivência das pessoas. Evidentemente alguma coisa vai ter que ser feita. O comércio não vai faturar. Então não vai nem ter o que pagar.”

O governador também reflete os desafios econômicos proporcionados pela crise mundial. Projeta um período de recessão que pode se estender por até seis meses e questiona o apoio do governo federal. “Vamos ter que racionalizar o dinheiro da nação, que não pode ficar represado. Hoje existem R$ 200 bilhões em fundos constitucionais e mais de R$ 300 bilhões em reservas cambiais. Precisamos usar esses recursos senão várias empresas vão quebrar. Não estamos falando de uma crise de 30 dias. Estamos falando de uma crise de seis meses. Os Estados Unidos estão colocando US$ 1 trilhão na economia. Quanto o governo federal vai colocar?”

Confira a entrevista completa no jornal Extra.