“Chantagem” reforça suspeita de doença de Carlos e Jair Bolsonaro

Por: Redação | Comunicar erro

A cada dia surgem mais suspeitas de que Jair Bolsonaro e seu filho Carlos compartilham um transtorno mental com consequências na vida pública.
Nome do transtorno: paranoia.
Dessa vez, Carlos Bolsonaro lança uma teoria conspiratória sobre os motivos que se critica – inclusive entre aliados – os abusos do presidente no Twitter.
As críticas nada teriam a ver com os óbvios erros.
Mas com uma chantagem.

As pessoas que querem Bolsonaro longe das redes sociais sabem que é isso que o conecta com o povo, já que não tem mídia a seu favor. Foi isso que garantiu sua eleição, inclusive. Em outras palavras, o querem fraco e sem apoio popular pois assim conseguiriam chantageá-lo.

Lembremos: são aliados que pedem a Bolsonaro esquecer um pouco o Twitter.

Duas definições:

Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança ou suspeita exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal.

em>Perturbação mental que se caracteriza pela tendência para a interpretação errónea da realidade em consequência da suscetibilidade aguda e da desconfiança extrema do indivíduo, que pode chegar até ao delírio persecutório

Outro episódio recente.

Ninguém entendeu nada quando viu Carlos Bolsonaro despachando no Palácio do Planalto.
Afinal, ele não é faz parte do governo.
Não é deputado como Eduardo. Nem senador como Flávio.
Seu único título é de filho do presidente.
Estava ali sentado trabalhando na agenda presidencial – e não apenas passando o tempo.
A Veja descobriu o mistério:
Carlos estava lá em missão secreta.
Sua missão: vigiar o vice Mourão, suspeito de conspirar contra o presidente.
Pergunta: será que no Palácio do Planalto não haveria um único funcionário que merecesse a confiança de Bolsonaro?
Precisava o filho se deslocar do Rio?

Essa espionagem é mais um fato que reforça a suspeita de que pai e filho compartilham do mesmo transtorno mental: paranóia.

Jair Bolsonaro vem demonstrando sintomas claros de paranoia.

Exemplo: ele disse que, mesmo protegido por seguranças no Palácio da Alvorada, dorme ao lado de um revólver.

O transtorno de paranoia explica por que Bolsonaro é fã de teorias conspiratórias.
Ou se recusava a andar de avião particular durante a campanha, achando que iriam sabotá-lo.

Ou porque insiste, apesar da falta de evidências, que Adélio Bispo deu-lhe uma facada agindo a mando de alguma organização de esquerda.

Seu guru, o filósofo Olavo Carvalho, é um exemplo de veneração a teorias conspiratórios. Obama, segundo ele, teria sido um agente russo; a família real britânica teria vinculações com o Estado Islâmico; o aquecimento global é um complô para acabar com o capitalismo.

O estopim para Bolsonaro demitir seu secretário-geral Gustavo Bebianno foi ter marcado uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, no Palácio do Planalto.

O presidente está convencido de que seu secretário-geral vazava informações para a Globo.

Daí teria surgido as revelações sobre as contas de seu filho Flávio.

Sabendo dessa paranoia, Bebianno disse a amigos:

“Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil.”

Loucura, no caso, seria como Bebianno chama paranoia.

Carlos Bolsonaro alimenta a paranoia do pai – e é alimentado pela paranoia do pai.

Ele escreveu que a Globo apenas critica o governo porque quer dinheiro público.

O que significa chantagem.

Também disse que eles torceram pela morte do pai.

Chegou a insinuar que Mourão também teria interesse na morte de Bolsonaro.

Sempre vai aparecer a paranoia Globo: Mourão recebe em seu gabinete jornalistas da Globo.

Logo, estaria aliado a inimigos.

Aliás, uma das razões que levou Bolsonaro a convidar o vice foi uma teoria da conspiração.

Ele achava que o Congresso iria logo promover um impeachment.

Mas pensariam duas vezes antes de colocar na presidência um general que já tinha defendido, na ativa, uma intervenção militar.

Para resumir o ambiente paranoico, basta conhecer uma revelação da Veja:

Uma nota publicada hoje por Lauro Jardim, do O Globo, informando que Carlos tinha ambição de inspirar um serviço secreto paralelo de espionagem.

Seria montado com com delegados e agentes da PF de sua confiança.

Desfecho do projeto, segundo o colunista do O Globo:

O general Augusto Heleno vetou a maluquice.

Um filho de presidente, sem cargo, querer montar um serviço secreto revela uma anomalia de quem vive em estado de paranoia, criando uma realidade paralela.

Mas Carlos não teria a ideia sem buscar alguma inspiração e autorização do pai.

Bolsonaro publicou um post informando que seu filho Carlos vai continuar influenciando seu governo.

O problema aparece quando ele revela, no post, um complô para afastá-lo do filho.

A realidade objetiva é que as pessoas sensatas, a começar de seu governo, advertiram para óbvio: a intromissão de Carlos, usado como um beligerante porta-voz de um governo, era inadequado e desgastante.

Afinal, o momento não é de campanha, mas de pacificação para enfrentar os desafios de governar.

Quem mais se preocupou com esse desgaste é o núcleo militar do Palácio do Planalto, sensível à disciplina.

A líder do governo na Câmara, Joice Hasselmann, pediu um muro separando a família e o governo.

Estariam participando de um complô?

Carlos comemorou, também vendo o complô e desafiando a todos:

A revista Veja fez um reportagem mostrando o perfil paranóico do presidente.

A revista mostrou como Bolsonaro tem mania de perseguição. Isto ficou comprovado com a divulgação do conteúdo dos áudios de WhatsApp  (confira aqui) trocados entre Bebianno e Bolsonaro.

“Bolsonaro deixa entrever que é um líder dado a enxergar complôs e deslealdades em cada esquina e, talvez mais perigoso, apresenta-se como um político que faz questão de cultivar inimigos”, escreveu o jornalista Daniel Pereira.

Estes sinais de paranoia, segundo a Veja, vêm sendo demonstrados desde a campanha –Bolsonaro “reclamava de supostas conspirações orquestradas por inimigos declarados”. Agora empossado, “passou a desconfiar de traições também de integrantes graduados do governo”.

A reportagem da Veja também destaca ainda que, para o presidente, “as repartições públicas estão infestadas de esquerdistas, a imprensa quer derrubar o governo, a Igreja Católica conspira em nível mundial e há militares pensando em se sentar na cadeira do presidente”.

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