O candidato Bolsonaro morreu e está sendo enterrado pelos jornais

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro

O Estado de S. Paulo é, como todos sabem, um governo conservador, antigo adversário das esquerdas em geral, e do PT, em particular.
Seu editorial neste domingo, dia 27 de janeiro, mostra que o candidato a presidência Jair Bolsonaro, com suas promessas de honestidade e transparência, morreu e está sendo enterrado.
A facada não matou o candidato. Foi ele próprio que se matou.
“O escândalo do clã Bolsonaro envolve agora as terríveis milícias do Rio, grupos de extermínio formados por ex-policiais travestidos de justiceiros – que foram seguidamente homenageados por Flávio e Jair Bolsonaro.”
A Folha de S. Paulo defende ideias semelhantes ao Estado a favor da iniciativa privada.
O editorial de hoje é uma pancada na promessa de transparência do candidato Bolsonaro.
“No que pode ser descrito como um estelionato eleitoral, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) baixou um decreto para alterar algumas regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação. Na prática, as mudanças têm o poder de diminuir a transparência da administração pública federal”

A reportagem da de capa da revista Veja revela documentos que comprometem ainda mais as contas de Flávio Bolsonaro, trazendo suspeita para toda a famílía.
O pai Jair disse que, em essência, o problema não é do Flávio, mas dele. Afinal, os ataques só teriam o objetivo de atacá-lo.
Reproduz o discurso de Lula, ao explicar as denúncias sólidas como um complô político para atacá-lo.
O jornal O Globo, igualmente liberal como Estadão, Veja e Folha, faz parte de um grupo – as Organizações Globo, que lideram as investigações sobre irregularidades de Bolsonaro e sua família.
O fato óbvio: em menos de um mês de mandato, o candidato à presidência morreu Bolsonaro morreu.
Morreu exatamente no dia em que Flávio Bolsonaro entrou no STF para impedir as investigações sobre suas contas.
Morreu aquele indivíduo eleito com a promessa de que, com sua vitória, as irregularidades seriam combatidas, todos os mecanismos de transparência, implantados.
Sinal quantificável dessa morte é como arrefeceu o ânimo de seus seguidores nas redes sociais. Está apanhando até de aliados como MBL, Nando Moura e Danilo Gentili.
O candidato morreu.
Mas o presidente vai ter de aprender a ficar vivo.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.

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