Revista Exame: ministro da Educação de Bolsonaro é despreparado

Diariamente destacamos as melhores críticas de jornalistas nos diversos veículos de comunicação.

Por: Redação | Comunicar erro

Crédito: Valter Campanato/Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro empossa o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, durante cerimônia de nomeação dos ministros de Estado, no Palácio do Planalto.
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Essa análise da revista Exame sobre educação foi escolhida como uma das melhores críticas desta quarta-feira.

Educação merece mais que a paranoia do MEC

“O núcleo olavista é o pior e mais perigoso dentre os que compõem o governo de Jair Bolsonaro”. A afirmação é economista Joel Pinheiro da Fonseca.

Em sua coluna publicada no site da revista “Exame”, o economista alerta que relegar o ministério da educação [Ricardo Vélez Rodríguez] a tamanha indigência técnica não tem efeitos sensíveis de curto, mas no longo prazo.

“O mal que ele pode fazer ao Brasil é tão grande ou ainda maior que um posicionamento desastrado em política externa. A cada nova declaração sua vai ficando claro que Bolsonaro nomeou –por indicação direta de Olavo de Carvalho [guru de Bolsonaro]– um intelectual de direita que carece de qualquer conhecimento do sistema de ensino brasileiro e de seus desafios”.

Para o ministro Vélez Rodríguez, o grande mal da educação brasileira é o excesso de ideologia em sala de aula. “Seu projeto é restaurar as aulas de educação moral e cívica e instaurar o projeto escola sem partido para perseguir professores de esquerda”, escreveu Joel Pinheiro da Fonseca.

Golpe do pijama

Sem precisar chamar um soldado e um cabo para fechar STF. Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) trabalham nos bastidores para dar um “golpe do pijama” no tribunal.

Isto seria feito com mudança na Constituição para antecipar a idade de aposentadoria dos ministros da Corte de 75 para 70 anos. Assim, Bolsonaro indicaria quatro nomes numa tacada só.

Supremo

Em sua coluna na “Folha”, o jornalista Bruno Boghossian diz que ‘os parceiros do governo querem revogar a PEC da Bengala [projeto que aumentou a idade de aposentadoria no Judiciário para 75 anos, em 2015] e tirar da corte Celso de Mello, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber’.

O governo contra o clero

As rusgas entre o Planalto e a Igreja Católica só aumentam depois da denúncia que a Abin espionou bispos e cardeais. O motivo: A CNBB é “potencial opositora” ao governo Bolsonaro.

A preocupação do Planalto é com o Sínodo sobre Amazônia, evento reunirá em Roma, no mês de outubro, bispos de todos os continentes.

A Bernardo Mello Franco, colunista do “O Globo”, o bispo do Marajó, dom Evaristo Spengler, disse que não cabe ao governo monitorar os debates da Igreja. Ele diz que o clero já suspeitou da presença de arapongas numa assembleia em Marabá. “Isso é um retrocesso que só vimos na ditadura militar”.

Para o religioso, o discurso do governo esconde interesses econômicos. “Estão incentivando um modelo predatório de desenvolvimento, que extrai as riquezas da floresta e deixa a população na pobreza”, criticou.

Teste de fogo

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta quarta-feira (13) se criminaliza a homofobia e a transfobia. Duas ações que tramitam alegam demora e omissão do Congresso em legislar sobre o tema.

Para o “Globo”, será um teste de fogo para o STF, já que o tema “é ainda mais sensível após as eleições de uma bancada conservadora nos temas morais no Congresso e do presidente Jair Bolsonaro, frequentemente acusado por adversários de ser homofóbico”.

Segundo o jornal, o julgamento “será também uma oportunidade de se medir a disposição dos membros do Supremo de atuar como garantidores dos direitos das minoria”.

Discurso anticorrupção

O caso do “Laranjal do PSL” [entenda aqui] enfraquece discurso anticorrupção que elegeu o presidente Jair Bolsonaro.

Para Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, “Bolsonaro precisa pedir ao seu partido que explique os indícios de cultivo de laranjas entre suas fileiras, antes de tentar convencer idosos abaixo da linha da pobreza a aceitarem receber menos de um salário mínimo por mês de benefício assistencial”.

Como mostrou a Folha, o partido de Bolsonaro usou o recurso público — R$ 400 mil– destinado a promover candidatas mulheres para desviar aos candidatos homens.

“Dada que a prática do cultivo de laranjais parece ser extensiva, seria importante que o ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro se pronunciasse”, escreveu Sakamoto.

Educação merece mais que a paranoia do MEC

“O núcleo olavista é o pior e mais perigoso dentre os que compõem o governo de Jair Bolsonaro”. A afirmação é economista Joel Pinheiro da Fonseca.

O Congresso e a reforma

Em seu editorial, o “Estadão” diz que o Congresso nunca foi favorável como agora à uma reforma da Previdência. O jornal cita uma pesquisa do banco BTG Pactual, em que 82% dos deputados e 89% dos senadores são favoráveis a mudanças na atua regra.

“É auspiciosa a notícia de que a maioria dos congressistas reconhece a necessidade da reforma da Previdência. Cabe ao governo transformar esse apoio em aprovação”, diz o texto, em referência à  falta de unidade do governo Bolsonaro em torno da proposta a ser apresentada ao Congresso.

Equilíbrio frágil

O governo Bolsonaro tenta diminuir a tensão entre o Executivo e Judiciário para emplacar a reforma da Previdência que mandará ao Congresso.

No de hoje “Estadão”, a colunista Vera Magalhães “mostra a relação entre vários fatos aparentemente isolados, mas que convergem para essa tentativa de concertação”.

Segundo ela, o almoço entre o presidente do STF, Dias Toffoli, e o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi uma mostra que é hora de distensionar as relações entre os dois Poderes.

Outro sinal foi a suspensão pelo ministro Luiz Fux de duas ações penais contra Bolsonaro no STF.

“É frágil esse arranjo que une adversários de antes num suposto pacto pró-superação da crise. Se der certo, aumentam as chances de a reforma da Previdência prosperar. Falta chamar um ator para o baile do entendimento: o Ministério Público”, escreveu Vera.

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