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Riot Grrrls all around

Coletânea alemã traz 53 bandas feministas, entre elas o grupo brasileiro Dominatrix

Por: Redação

Subiram no palco com seus instrumentos desligados. Após encontrarem seus respectivos lugares, começaram a plugar as guitarras, o baixo e montar as últimas peças da bateria. Em seguida, disseram o nome da banda e então o primeiro som foi tocado. Do meio da plateia alguém – escondido na multidão – gritou “Elas até parecem meninos tocando”. Não é necessário nomear a banda para saber que algumas (ou muitas) delas, formadas por garotas, passaram por tal situação.

Em resposta ao constante machismo no cenário musical, mulheres decidiram criar uma contracultura dentro da contracultura. Do movimento punk surgia o Riot Grrrl. Nomeada a partir do título de um fanzine produzido por Alison Wolfe (da banda Bratmobile), a causa reuniu diversas bandas estadunidenses de rock, entre elas o Bikini Kill.

Kathleen Hanna, vocalista do Bikini Kill, militou em prol de mais espaço (e respeito) para as bandas femininas. Sem “líderes” ou cartilhas a serem decoradas, as Riot Grrrls tiveram um impacto de extrema relevância no início dos anos 90 e, consequentemente, garantiram a sobrevivência e resistência de garotas que sabiam – e sabem – fazer música.

Para divulgar mais nomes da cena, o tumblr Riot Grrrl Berlin disponibilizou, gratuitamente, uma coletânea com 53 bandas para download. “Riot Grrrl is not Dead” traz artistas de diferentes países, entre eles o Dominatrix, grupo brasileiro de hardcore feminista.

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