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Dimenstein: Bolsonaro dá hoje um sinal de grave distúrbio mental

Para defender sua família, Bolsonaro brigou com Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal

Por: Gilberto Dimenstein

Na manhã desta segunda-feira, 26, Bolsonaro não deu entrevistas aos jornalistas que estavam em frente ao Palácio da Alvorada.

Motivo: a imprensa não repercutiu, como ele gostaria, a “denúncia” que fez contra o jornalista Merval Pereira.

Bolsonaro o acusou de ganhar R$ 375 mil por uma única palestra ao Senac.

Crédito: Alan Santos/PRBolsonaro durante reunião com Ministro da Defesa e Comandantes das Forças Armadas

Anunciou que não atenderia mais a imprensa se a notícia não fosse dada com destaque.

O problema: a notícia é mentirosa, o que pode ser comprovado em documentos.

Só um desequilíbrio psicológico explica como um indivíduo insiste em fazer os jornalistas publicarem uma informação mentirosa.

É mais um sinal entre tantos recentes.

Bolsonaro ofendeu a mulher de Macron, o presidente francês, com uma brincadeira machista.

Insinuou que, por trás das queimadas, estariam as ONGs ambientalistas.

Estimulou seu filho Eduardo a publicar um tuíte com teoria conspiratória, sustentando que as criticas dos veículos de comunicação estrangeiros sobre a Amazônica fazem parte de um plano, urdido dentro do Brasil, para derrubá-lo e colocar o general Mourão no poder.

Para defender sua família, Bolsonaro brigou com Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal –tirou o Coaf do Ministério da Justiça.

São sinais de alguém que vive em guerra com inimigos imaginários.

Como se sabe, paranoia é uma doença, a ser tratada com terapia e medicamentos tarja preta.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.