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Escolas estaduais de SP retomam aulas presenciais sob ameaça de greve

Cada município tem autonomia para determinar a volta.

Por: Redação
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As mais de 5 mil escolas da rede estadual de ensino de São Paulo podem voltar a ter aulas presenciais a partir desta segunda-feira, 8. Cada município tem autonomia para determinar a volta. No entanto, uma greve dos professores pode adiar o retorno dos alunos à sala de aula.

A mudança no Plano SP de combate à covid-19 classificou a educação como serviço essencial e, com isso, a abertura das unidades escolares poderá ocorrer mesmo nas fases mais restritivas.

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Crédito: PixabayCada município tem autonomia para determinar a volta às aulas presenciais.

A rede estadual possui cerca de 3,3 milhões de alunos, que estudam em 5.100 escolas em todo o estado. Essas unidades estão autorizadas a funcionar de forma híbrida, com parte das aulas presenciais e virtuais. As informações são da Agência Brasil.

Cada unidade poderá definir como fará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas.

Para as regiões do estado que estiverem classificadas na fase vermelha ou laranja, a presença dos alunos é limitada a até 35% do número de estudantes matriculados; na fase amarela, a presença é limitada a até 70%; já na fase verde, é admitida a presença de até 100% do número de alunos matriculados.

De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, os estudantes pertencentes ao grupo de risco para a covid-19 que apresentem atestado médico poderão participar das atividades escolares exclusivamente por meios remotos.

Na rede pública municipal da capital paulista, a prefeitura determinou a volta às aulas para o dia 15 de fevereiro.

Greve de professores

Os professores da rede pública de ensino do estado decidiram fazer greve nas aulas presenciais a partir de hoje. Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os profissionais vão trabalhar normalmente, mas de forma remota.

A presidente do sindicato, Isabel Noronha, disse que a paralisação é uma greve sanitária, contra a volta das aulas em meio à pandemia de covid-19. “Não há condições para um retorno seguro. As escolas não apresentam a mínima infraestrutura. Recebemos, a todo momento, fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool em gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves”.

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que a paralisação faz parte de uma agenda político-partidária, e que “o sindicato ainda se esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental das milhares de crianças e adolescentes”.

“A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas”, destacou em nota.

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