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Candidata ao BBB acusa produtor do reality de assédio sexual

Ele pediu nudes para processo de seleção do BBB 22

Por: Redação

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou uma investigação que apura uma denúncia de assédio sexual contra um produtor do BBB e o envolvimento de um segundo nome da produção no caso.

No dia 23 de maio, a estudante de odontologia Aline Vargas, de 35 anos, registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Belo Horizonte. Ela tentou entrar na casa neste ano, mas não conseguiu.

Crédito: Reprodução/InstagramAline Vargas acusa produtores do “BBB” de assédio sexual

Segundo relato, o produtor entrou em contato por meio de mensagem privada no Instagram. Os primeiros contatos pediam fotos de biquíni e sensuais. Para avançar no processo de seleção para o reality, no entanto, Aline deveria enviar fotos nuas.

Sem os nudes, o produtor teria dito que ela tinha poucas chances, “você é casada, não é um perfil que agrada, boa sorte”, escreveu.

Todas essas mensagens estão registradas e foram entregues para a perícia.

Como agir em caso de assédio sexual

Crédito: IStock/@asiandelightEle pediu nudes para processo de seleção do BBB 22

O que fazer caso eu presencie um assédio?

    • Apoie a vítima e a auxilie a realizar a denúncia junto aos canais oficiais;
    • Ofereça-se como testemunha, caso você tenha testemunhado os fatos. Lembre-se: a omissão também ajuda a perpetuar a violência, pois cria uma ideia de que há uma tolerância generalizada a elas;
    • Como denunciar? Qualquer assédio contra a mulher pode ser denunciada pelo número 180. A denúncia pode ser feita de forma anônima e é importante fornecer a maior quantidade de informações possíveis para que haja material suficiente para uma investigação e possível responsabilização do agressor. O fato da denúncia ter sido feita pelo 180 não impede que a vítima vá até uma delegacia fazer um boletim de ocorrência também;
    • Caso esteja diante de uma conduta ocorrendo naquele momento, faça registros (fotografe/filme) e ligue para a autoridade policial. Isso pode permitir que a conduta seja pega em flagrante facilitando a denúncia para as autoridades;
    • Se a pessoa estiver em situação de vulnerabilidade, como, por exemplo, em razão de embriaguez, ela pode não ter consciência do que está acontecendo, ofereça ajuda garantindo a segurança da mesma, pois, infelizmente, muitos casos de assédio e até de estupro ocorrem nessas circunstâncias, o que são elementos levados em conta no processo pois podem aumentar a pena do agressor. Em casos assim, ela não tem condições de consentir ou não. Regra de ouro: a pessoa só pode ter consentido se ela tiver condições para isso e sexo sem consentimento é estupro;
    • Em casos de violência contra criança e adolescentes a denúncia pode ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude (se não houver delegacia especializada, busque uma delegacia normal).

O que fazer caso eu seja vítima de um assédio?

    • Peça ajuda a quem estiver por perto e acione policiais que estiverem no local. Depois, registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Casos assim não podem ser registrados por boletim de ocorrência online;
    • Guarde todas as informações que conseguir referentes ao assédio: anote o dia, horário e local, nome e contato de testemunhas, características do agressor, tire fotos, filme etc. Verifique também se há câmeras no local do crime, pois, a partir disso, as imagens poderão ser solicitadas. Quando fizer o boletim de ocorrência ou qualquer outro tipo de denúncia, é importante levar o maior número de provas do ocorrido. Isso inclui vídeos e fotos no celular, testemunhas, conversas em redes sociais, entre outras. As autoridades policiais precisam de material para conduzir a investigação e a depender do caso, repassar para o Ministério Público. Muitos casos não seguem por falta de provas ou falta de indícios de quem é o autor;
    • Infelizmente, é comum o uso de drogas como “Boa Noite Cinderela” e outras para que a vítima fique sonolenta e mais suscetível ao estupro. Caso o abuso tenha ocorrido através desta prática, é importante que a vítima faça o Exame Toxicológico (através de exame de sangue e urina) em no máximo 5 dias após a ingestão. O ideal é realizar o exame o quanto antes possível;
    • Você pode fazer uma denúncia pelos telefones da Polícia Militar (190) e do Disque 180;
    • É importante ressaltar que a autoridade policial não pode se recusar a registrar a ocorrência. Infelizmente, há casos em que a autoridade policial tenta dissuadir a vítima de fazer o boletim. Caso isso aconteça, registre uma reclamação na ouvidoria do órgão em que ocorreu a recusa. Sendo ineficaz, procure o Ministério Público local para denunciar a recusa e o crime.

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