Netflix: ‘Amor e sexo pelo mundo’ mostra revolução silenciosa

Por: Jacqueline Cordeiro Comunicar erro

Você já parou para pensar como são as relações afetivas e sexuais em culturas diferentes da nossa ou em regiões que vivem em conflitos e guerras contínuas? Como ficam o prazer, o contato físico, a afetividade entre as pessoas e no que isso influencia a sociedade em que vivem e até mesmo sua saúde mental e física.

Foi isso que a jornalista Christiane Amanpour, correspondente internacional da CNN, foi investigar em 6 cidades do planeta e nos apresenta na série documental “Amor e  sexo pelo mundo”, que você assiste na Netflix.

Conhecida por suas coberturas jornalísticas em conflitos de rua por mais de 35 anos, Christiane resolveu entrar nas casas das pessoas para saber como vivem a sua intimidade. Em cada episódio você assiste a revelações sobre esses fatos nas seguintes cidades: Tóquio, Délhi, Beirute, Berlim, Acra e Xangai.

Os depoimentos são muitas vezes estarrecedores para nós brasileiros e para outras culturas ocidentais. Mas o que chamou a atenção da jornalista, além de conhecer detalhes curiosos e inesperados de outras culturas, foi perceber que há, em cada uma delas, uma revolução silenciosa em curso comandada pelas mulheres.

É uma revolução complexa. Em Shangai, floresce a indústria do namoro. Cursos para ensinar o que fazer, serviços para apresentar pessoas. A China está tão atrás do Ocidente que o mero conceito de namorar está começando. Os casamentos eram arranjados. Mulheres fazem terapia para aceitar a perda da virgindade, na lua de mel, de tanto que aquilo foi valorizado”, ressalta Christiane.

Mulheres do mundo todo estão ocupando postos de comando, novas posições que antes eram negadas a elas. E aos poucos as culturas estão aceitando mudanças em direção a uma maior equidade entre os gêneros. Isso reflete positivamente nas relações afetivas, sexuais e até na economia dos países.

“A igualdade não será alcançada em uma guerra de sexos. Homens e mulheres precisam fazer isso juntos. Mulheres: conheçam seus direitos. Homens: respeitem as mulheres”, diz ainda Amanpour.

Enfim, “Amor e sexo pelo mundo” é curioso, surpreendente e só tem a acrescentar: é uma série que amplia nossa visão e nos faz refletir sobre como estamos vivenciando as nossas próprias necessidades sexuais e afetivas onde vivemos.

Por: Jacqueline Cordeiro

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