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Aleitamento materno produz efeitos benéficos até a vida adulta

Consequências para a vida em geral, tanto para a mãe quanto para o bebê, são positivas; conheça mitos e verdades sobre a amamentação

Por: Redação
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Crédito: Mateusz Dach/PexelsAleitamento materno produz efeitos benéficos até a vida adulta

A amamentação está relacionado ao desenvolvimento biológico e psicossocial do ser humano. Além da diminuição dos percentuais de doença e morte de crianças, o aleitamento materno no peito acarreta efeitos benéficos de médio e de longo prazo, como melhor rendimento escolar e maiores salários na vida adulta.

Nas mães que amamentam, segundo pesquisa da Universidade de Yale, as regiões cerebrais responsáveis pelas emoções são mais ativas do que aquelas que oferecem apenas o alimento na mamadeira.

Um artigo publicado por pesquisadores da Escola de Enfermagem da USP (Universidade de São Paulo) relata que mães que mantiveram a prática de amamentar referem a experiência como positiva por passarem carinho, segurança, proteção e amor ao bebê.

Leite materno: alimento completo

Até os 6 meses, segundo o Ministério da Saúde, o bebê não necessita ingerir chá, suco, água ou outro leite. Por ser rico em anticorpos, o leite funciona como uma “vacina” e evita muitas doenças, como diarreia, infecções respiratórias e alergias, diminuindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

No início da mamada, o leite é mais líquido, tem mais água e sacia a sede. A gordura, que mata a fome e faz o bebê ganhar peso, fica para o final. Por isso, é importante que o bebê tenha a oportunidade de se sentir saciado, sem que a mãe fique contando o tempo.

Fora o valor nutricional e emocional, o movimento de sugar o peito é um exercício para o desenvolvimento da face da criança –promove dentes saudáveis, facilita a fala e eleva a capacidade de respiração.

Mitos do aleitamento

Organizações de saúde infantil deixam claro que não apoiam ou recomendam quaisquer usos de mamadeiras e alimentos paralelos. Água, chás e, principalmente, outros leites devem ser evitados por estarem vinculados ao desmame precoce e o aumento da morbimortalidade infantil.

Crédito: Grisguerra/PixabayAleitamento materno produz muitos efeitos benéficos

Sobre a amamentação, o Ministério da Saúde aponta o que é verdade e o que é mito. Veja abaixo:

O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê.

Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até os dois anos de vida ou mais, sendo exclusivo até o sexto mês de vida.

Seios muito pequenos não produzem leite na quantidade suficiente para o bebê.

Mito. O tamanho da mama não tem relação com a produção do leite. Tanto as mamas grandes quanto as pequenas possuem capacidade de produzir o mesmo volume de leite em uma dia.

Quem fez redução mamária ou colocou silicone não poderá amamentar.

Mito. A cirurgia nos seios não impede a mulher de amamentar, desde que durante a cirurgia sejam preservadas as estruturas das mamas.

Canjica e caldo de cana aumentam a produção de leite.

Mito. A produção do leite materno depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Portanto, quanto mais o bebê mamar e esvaziar adequadamente as mamas, mais leite a mãe irá produzir.

O leite congelado, mesmo que retirado das mamas, não tem os mesmos nutrientes.

Mito. O leite pode ser congelado por até quinze dias sem perder suas características e qualidade nutricional, desde que armazenado adequadamente.

Se a mãe tiver dificuldades de amamentar seu filho, o ideal é que o bebê mame no seio de outra mulher.

Mito. A primeira opção para a mulher que está com dificuldades de amamentar é buscar apoio junto a um profissional de saúde. Ela também poderá encontrar ajuda no hospital que teve seu bebê, em um banco de leite humano ou ainda em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) próxima à sua casa.

Não é recomendada a amamentação cruzada, que é quando o bebê mama em outra mãe. O perigo está em o bebê ser contaminado por uma doença infectocontagiosa, como a Aids.

Para saber mais, visite o site do Ministério da Saúde.

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