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Ansiedade durante pandemia pode afetar saúde mental de gestantes

Contaminação do novo coronavírus leva preocupação às mulheres já influenciadas pelo momento intenso da gravidez

Por: Redação
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mulher grávida
Crédito: Reprodução/iStockAnsiedade durante pandemia pode afetar saúde mental de gestantes

Uma pesquisa conduzida neste ano procurou saber até que ponto a situação da pandemia de covid-19 pode gerar ansiedade em gestantes, afetando sua saúde mental.

O estudo foi realizado pelo Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) no Hospital São Paulo, o hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo (HSP/HU Unifesp).

Ainda é cedo para determinar como a infecção pelo novo coronavírus impacta o feto, mas essa incerteza dominou o pensamento de muitas mulheres grávidas e puérperas durante o período. A pesquisa pretendeu averiguar justamente as implicações dessa preocupação no estado emocional e sua relação tanto com a mãe como com o bebê.

mulher grávida
Crédito: Space_Cat/iStockAnsiedade durante pandemia pode afetar saúde mental de gestantes

Para avaliar a influência da doença nas futuras mães, foram acompanhadas 1.330 gestantes acima de 18 anos em 10 centros brasileiros de instituições públicas, durante dois meses. Além disso, foram analisadas puérperas de recém-nascido único, vivo e sem malformações, sem transtornos psiquiátricos ou mentais em tratamento. A idade gestacional deveria ser acima de 36 semanas.

Um questionário chamado Beck Anxiety Inventory (BAI) foi a ferramenta empregada para avaliar a ansiedade materna, abordando sinais e sintomas observados nos sete dias antes do parto. As participantes responderam questões sociodemográficas, de conhecimento geral e de cuidados no pré-natal, no parto e no pós-parto durante a pandemia.

A ideia era comparar os grupos de acordo com o grau de ansiedade detectada. “A pandemia da covid-19 pode exercer efeitos na ansiedade materna, principalmente ao fim da gestação, o que pode influenciar na adaptação materna ao período após o parto”, explica a professora Roseli Nomura, coordenadora do estudo. Ela salienta que a meta era entender o tamanho dessa influência, bem como se e quanto interfere no desenvolvimento saudável do feto.

Situação agravante

O estudo, que está em fase final, permitiu comparar a situação nas diferentes cidades brasileiras, de acordo com o contexto local da pandemia.

“Prognósticos incertos, restrição das liberdades individuais, isolamento social, perdas econômico-financeiras crescentes e mensagens conflitantes das autoridades somam-se como fatores estressores e, possivelmente, desencadeiam a ansiedade”, enumera a especialista. “Isso afeta ainda mais a saúde mental das mulheres no período gestacional, já alterado em razão das intensas modificações psicológicas, fisiológicas e físicas que passam nesse período.”

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