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Cultive um relacionamento de amor com seu próprio corpo

Dicas ajudam a fazer as pazes com a sua aparência e a melhorar seu amor próprio

Por: Redação
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Crédito: Gerd Altmann/Pixabay00 Cultive um relacionamento de amor com seu próprio corpo

Em seu perfil em uma rede social, a produtora de teatro Eneida Campbell, de 66 anos, se define como “uma pessoa de bem com a vida”. Um de seus segredos é ter desenvolvido uma relação de amor com seu próprio corpo.

Cultivar essa aceitação por si mesmo –incluindo qualidades e defeitos– é uma das características em comum de pessoas alegres e bem-resolvidas. Se para você parece difícil, algumas dicas podem ajudar a fazer as pazes com a aparência e elevar de uma vez a admiração por si mesmo.

“Eu me considero com uma boa autoestima”, avalia Eneida, que se diz obesa. “Fiz uma cirurgia bariátrica em 2004, pois tinha 156 kg. Mas mesmo assim eu me curtia, tinha um estilo próprio”, conta, entre risadas.

Crédito: Reprodução/Eneida Campbell/FacebookA produtora Eneida Campbell, de 66 anos

Nem sempre a produtora cuidou de seu corpo como faz hoje. “Aprendi que é preciso achar a medida das coisas. Hoje eu faço pilates e procuro cuidar do que como”, explica. “Se eu der munição, engordo novamente.”

Ela conta com a ajuda de uma equipe multidisciplinar formada por médicos e nutricionista, além de realizar terapia psicológica. “Eu acredito ‘total’ no cuidado com a mente. Saúde mental é tudo.”

A crença de Eneida tem respaldo científico, segundo informações do site “Saúde Brasil”, do Ministério da Saúde. Os tipos físicos entram e saem de moda e muita gente se perde (e perde a saúde) ao tentar acompanhar essas tendências. Mas, se você tem equilíbrio mental, saberá que o mais importante é estar bem consigo mesmo, independentemente de seu estado exterior.

É claro que devemos cuidar de nosso peso –afinal, excessos e deficiências fazem mal–, mas isso deve ser o resultado de um projeto de qualidade de vida e não uma meta delineada por um número na balança ou uma forma inatingível vista em um blog.

Crédito: Cottonbro/PexelsCultive um relacionamento de amor com seu próprio corpo

Cada indivíduo possui uma realidade e um perfil físico, enquanto os padrões de beleza mudam com o tempo. Isso torna impossível alcançar alguns objetivos estéticos. Mais fácil é amarmos nosso corpo e o aceitarmos como é.

“O amor próprio é um exercício diário e constante”, afirma a psicóloga Monique Pimentel. “É se gostar, se valorizar, identificar suas qualidades e entender que não somos perfeitos, aceitando nossas limitações.”

Influenciadores locais

A especialista indica que sejamos “influenciadores” dessa aceitação em nosso próprio círculo social –exatamente como faz Eneida. Assim, é possível incentivar outras pessoas a se sentirem bem com a própria aparência.

Além disso, saúde e bem-estar devem estar na pauta o ano todo e não apenas no verão ou na promessa do dia 31 de dezembro. A motivação é uma das chaves para uma rotina saudável e sem sacrifícios. Nessa equação entram equilíbrio alimentar, noites bem dormidas, a prática de atividades físicas prazerosas e relações sociais agradáveis.

Para Monique, amor próprio vai além da autoestima. “Você pode buscar vários procedimentos estéticos para elevar sua autoestima e, pela falta do amor próprio, continuar insatisfeito consigo mesmo.” Por isso, o amor próprio é algo mais perene e duradouro, segundo ela. “Já a autoestima tende a ser momentânea, movida por sentimentos.”

Para desenvolver ambos, ela aconselha se autoconhecer, desvendando os próprios pontos fortes e fracos. “É preciso ser verdadeiro e leal consigo, reconhecer o próprio valor, saber seus limites, manter boas relações e entender que o amor próprio é chave de todas as relações”, resume.

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