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Envelhecimento requer mudanças no cardápio

Transformações orgânicas típicas da idade devem ser acompanhadas de adaptações para manter o bem-estar

Por: Redação
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Crédito: Montagem sobre fotos Pexels e PixabayEnvelhecimento requer mudanças no cardápio; veja como se alimentar

É amplamente divulgado que um recém-nascido deve, salvo raras exceções, ser alimentado estritamente de leite materno. Do mesmo modo, sabemos que alguns alimentos precisam ser evitados nos primeiros anos de vida. Com o envelhecimento, ao chegar na idade adulta, porém, parece que está tudo liberado… até que o médico diga o contrário.

Crédito: PublicDomainPictures/PixabayAlimentação muda conforme a idade; veja como se alimentar

O envelhecimento costuma requerer maior ingestão de ferro, cálcio, fibras e vitaminas D e B12, entre outros nutrientes. Além disso, existem diferenças claras e importantes relacionadas a faixas etárias, sexo e condições socioeconômicas na manutenção da saúde.

Crédito: August de Richelieu/PexelsEnvelhecimento requer mudanças no cardápio; veja como se alimentar

Manter o equilíbrio, portanto, não quer dizer fazer sempre a mesma coisa, mas fazer bem a cada nova fase da vida.

Regular, devagar e com atenção

O cuidado com a alimentação extrapola a tabela nutricional. Digerir requer uma boa mastigação, e isso serve para qualquer idade. É muito comum que a força para morder diminua entre idosos, seja pela redução da força muscular ou pela perda de dentes.

Segundo artigo publicado pela Universidade Federal de Viçosa, indivíduos que usam dentaduras mastigam 75% a 85% menos eficientemente do que aqueles com dentes naturais. Idosos com próteses, por esse motivo, tendem a consumir alimentos macios por serem facilmente mastigáveis, mas pobres em fibras, vitaminas e minerais. Daí a necessidade de priorizar alimentos integrais e fibrosos.

Crédito: John R Perry/PixabayEnvelhecimento requer mudanças no cardápio; veja como se alimentar

Vale lembrar que os dentes naturais têm a capacidade de se manter em pleno funcionamento por toda a vida, desde que bem tratados. Assim, essa não é uma implicação exclusiva do envelhecimento, mas comum.

A regularidade das refeições (desjejum, almoço e jantar) também tem importância na absorção de nutrientes e para evitar os excessos. Esses abusos costumam acontecer quando nos alimentamos após longos intervalos sem comer. Entre as refeições, invista em alimentos ricos em fibras, que saciam e ajudam a digestão.

O que ter mais e o que ter menos

A osteoporose e a anemia são dois problemas que podemos minimizar ou evitar antes que seja tarde.

Em anêmicos idosos, carências de vitamina B12 ou ácido fólico e ferro podem ser contornados com atenção aos alimentos que são ingeridos. Feijão, lentilha, agrião, couve, brócolis, rúcula, carnes vermelhas e de aves são ricos em ferro. Ovos, peixes e derivados de leite são boas fontes de B12.

Sobre a diminuição da massa óssea, a ingestão adequada de cálcio precisa ser feita desde sempre. Alimentos lácteos, peixes –como sardinha–, espinafre, brócolis e grão-de-bico, por exemplo, podem fazer parte permanente do cardápio.

A hidratação, em todas as fases da vida, é fundamental para a saúde. O consumo de água também previne problemas futuros nos rins.

Óleo, sal e gordura, por exemplo, são elementos que devem ser consumidos com moderação. Eles agravam ou geram males crônicos. Alimentos in natura são sempre uma boa pedida.

As DCNTs

Com o envelhecimento, as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs), como diabetes e hipertensão, tendem a ficar mais comuns. Por esse motivo, ao envelhecer, os cuidados com a alimentação e a busca pela prática de exercícios físicos regulares são de extrema relevância para a qualidade de vida.

De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), a hipertensão arterial sistêmica (HAS), uma das doenças mais prevalentes na população, aumentam progressivamente com a idade.

Na população idosa, ainda segundo a Socerj, a prevalência de HAS é de 65%, podendo chegar a 80% em mulheres acima de 75. Em diabéticos, a prevalência de hipertensão é pelo menos duas vezes maior do que em não diabéticos.

Manter hábitos saudáveis no decorrer da vida e em todas as idades diminui muito o risco do desenvolvimento de DCNT.

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