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Exercícios respiratórios ajudam a controlar emoções

Respiração contribui para a saúde e o bem-estar do corpo e da mente; veja dicas

Por: Redação
Crédito: @globalstock/iStockExercícios respiratórios ajudam a controlar emoções

Este “novo normal” que chegou às nossas vidas após a covid-19 pode ser uma oportunidade de prestarmos atenção ao modo de respirar. Nossas emoções estão diferentes e os exercícios respiratórios em casa podem nos ajudar –e muito.

É o que dizem os integrantes do Grupo de Estudos em Yoga da USP (Universidade de São Paulo). Segundo eles, quando enfrentamos uma alteração emocional, nossa respiração muda imediatamente. Ela é livre e ampla, com mais movimentos diafragmáticos, quando estamos felizes. Mas, na hora da tensão, se torna curta, movimentando as costelas.

“Os exercícios respiratórios nos convidam a tomar consciência dessa relação e da possibilidade de estabelecer o caminho de volta, ou seja, através da manipulação confortável da respiração, influenciar as emoções positivamente”, explicam.

Crédito: Kelvin Valerio/PexelExercícios respiratórios ajudam a controlar emoções

Quando controlamos a inspiração e expiração, podemos levar nossa mente a um estado mais tranquilo. Isso ajuda também no contato com outras pessoas.

O grupo estuda a relação entre as práticas respiratórias e a ioga, que lida com posturas, relaxamento e meditação visando ao controle das emoções diárias. A primeira providência é encontrar um ambiente relaxante e uma posição confortável.

“Quando, no início dos exercícios respiratórios, nos dispomos simplesmente a prestar atenção na respiração, no fluxo de ar passando pelas narinas, na temperatura do ar que entra e sai, começamos um processo que possibilita perceber a diferenciação entre os sentimentos e a respiração”, esclarece o grupo.

A ideia é a seguinte: quando voltamos nossa atenção para a respiração espontânea, observamos nossos pensamentos e emoções de maneira mais distanciada, sem nos afetar tanto com aspectos negativos.

O próximo passo é manipular a duração e a profundidade (volume) tanto da inspiração quanto da expiração. Durante o exercício, a expiração deve ser mais lenta do que a inspiração, em uma proporção de 1 por 2. Por exemplo, se você inspirar em quatro segundos, expire por oito segundos.


Ao longo da prática, procure seguir também estas dicas:

– No início, apenas observe a temperatura do ar que entra e sai pelas narinas por dois minutos, sem controlar a velocidade ou o volume do ar respirado;

– Depois disso, conte o tempo de uma expiração prolongada e confortável e inspire em metade desse tempo. Faça isso por mais dois minutos, sempre de forma confortável e sem forçar;

– Ao fim do exercício, permaneça mais um minuto de olhos fechados, tentando identificar como você se sente –é muito provável que esteja mais tranquilo.


“A prática adequada pode conduzir ao aumento da paz interior, sensações de acolhimento e satisfação, características e decorrentes de uma pacificação atencional e do metabolismo, que resulta em efeitos emocionais positivos”, concluem os estudiosos.

Fonte: Cepe-USP