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Instituições se mobilizam pelo mundo em prol da saúde mental

Pandemia aumentou a preocupação de especialistas em torno do tema, que já era objeto de atenção

Por: Redação
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Crédito: Reprodução/@who/YouTubeTrecho de evento da OMS sobre saúde mental, exibido em outubro

Durante a pandemia do novo coronavírus, diversas instituições especializadas tiveram de se mobilizar ainda mais em torno da saúde mental. Enquanto alguns especialistas estudam os efeitos do isolamento social sobre nossas emoções e pensamentos, outros cooperam em uma rede de auxílio mútuo.

No Dia da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reuniu vários líderes mundiais, ativistas e personalidades no evento on-line Grande Nomeação de Saúde Mental –o primeiro nesse formato realizado pelo órgão e voltado a esse tema.

A meta foi chamar a atenção para o pouco investimento em saúde mental em todo o mundo, especialmente no momento que atravessamos. Com o slogan “Movimento pela Saúde Mental: Invista Nela”, a OMS transmitiu o evento gratuitamente, para todo o mundo, por meio de redes sociais e em seu próprio site. Shows, curtas-metragens e entrevistas abordaram as motivações dos participantes para defender mais investimentos no setor.

Piora de cenário

De acordo com a organização, cerca de 1 bilhão de pessoas tem transtorno mental, 3 milhões morrem a cada ano pelo uso nocivo de álcool e uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos. E, para a OMS, a pandemia agravou esse quadro crítico, afetando outros bilhões de pessoas.

“A saúde mental diz respeito a todos nós”, afirma Dévora Kestel, diretora do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS. “No entanto, por várias décadas, os investimentos em saúde mental ficaram lamentavelmente aquém do que é necessário.”

Crédito: Reprodução/@who/YouTubeTrecho de evento da OMS sobre saúde mental, exibido em outubro

Segundo ela, a covid-19 deixou “dolorosamente claro” que é preciso garantir serviços de saúde mental robustos o suficiente para fornecer, inclusive, cuidados remotos quando os atendimentos presenciais não são possíveis. “Há saída quando há compromissos de investimento”, diz a diretora. “E esse investimento traz benefícios positivos que vão além da saúde pública.”

A entidade cita o que pode ser feito para melhorar a situação. Pessoalmente, é possível adotar medidas de apoio à saúde mental de si mesmo e dos amigos, família e sociedade em geral. Em nível nacional, é preciso estabelecer serviços de saúde mental ou ampliar os existentes. Globalmente, programas devem ser implementados para promover a saúde mental da população mundial.

Pesquisas

Paralelamente à ação da OMS, uma pesquisa internacional investiga os impactos da pandemia sobre a saúde mental. Entre as instituições brasileiras, participam a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), por meio da Escola Paulista de Medicina; USP (Universidade de São Paulo); Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense); e UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

O estudo, realizado por 200 pesquisadores de 35 países, visa identificar quais fatores afetam a saúde mental atualmente e os fatores de risco e proteção. Os dados podem ajudar os especialistas na criação de programas de prevenção e intervenção, tanto para a pandemia quanto para momentos futuros, planejando estratégias para prevenir um aumento dos transtornos mentais ao fim do isolamento.

Crédito: Pixabay/PexelsInstituições se mobilizam pelo mundo em prol da saúde mental

Mais de 100 mil pessoas, residentes em mais de 30 países e com 25 idiomas diferentes, participam da pesquisa. Elas respondem questões sobre dados demográficos, profissão, situação atual de saúde física e mental e fatores ambientais envolvidos antes e durante a pandemia. Para saber mais e participar do questionário, clique aqui.

Outro estudo da Unifesp busca analisar a repercussão da covid-19 e do distanciamento social entre os universitários. Participam graduandos e pós-graduandos com mais de 18 anos, de quaisquer instituições de ensino. Serão investigados aspectos como condições e mudanças no modo de vida provocadas pela pandemia, a fim de identificar estratégias de enfrentamento e redes de cuidado, proteção e solidariedade.

Fontes: OMS e Unifesp

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