Equilibre-se
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Medicina ortomolecular prega o equilíbrio; será que funciona?

Tratamentos prometem detectar e corrigir desequilíbrios das funções celulares, analisando e prevenindo doenças

Por: Redação
Crédito: @FatCamera/iStockMedicina ortomolecular prega o equilíbrio do organismo

A administradora Joice Simões compartilhou um relato de que seu filho não conseguia dormir e que iniciou um tratamento com óleo essencial de lavanda. A mãe aplicava a fórmula à noite, no banho e na coberta. Segundo ela, o filho –e consequentemente, a família toda– passaram a dormir muito bem. Ela é uma das entusiastas da medicina ortomolecular.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular (ABMO), a área avalia os sintomas apresentados pelo paciente e as condições ambientais envolvidas (como trabalho, emoções e hábitos), acrescentando tratamentos específicos para cada doença com 45 nutrientes que considera básicos ao metabolismo (se necessários).

Também procura detectar e corrigir desequilíbrios das funções celulares antes que as doenças se desenvolvam, em atuação preventiva. “A medicina ortomolecular avalia quais os nutrientes que estão faltando, os que estão em excesso e os elementos tóxicos presentes no organismo do paciente”, explica a entidade. “Muitas das vezes, a correção dos desvios encontrados é o suficiente para proporcionar o equilíbrio metabólico e energético necessário.”

Crédito: @Pornpak Khunatorn/istockMedicina ortomolecular prega o equilíbrio do organismo

“Esta abordagem parecia atrativa, mas não dispunha, até o momento, de qualquer comprovação de eficácia baseada em ensaios clínicos. Entretanto, resultados recentemente publicados permitem um posicionamento contemporâneo para aqueles que optam por praticar a medicina baseada em evidência”, dizem Luís Beck da Silva Neto e Jorge Pinto Ribeiro, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), no artigo “Medicina Ortomolecular Baseada em Evidência”. Mas eles sinalizam que “é preciso ficar clara a necessidade de ensaios clínicos para embasar condutas clínicas preventivas de saúde.”

Riscos

O Conselho Federal de Medicina (CFM), porém, alerta em outro artigo que o tratamento ortomolecular não é reconhecido pela entidade, nem pela Associação Médica Brasileira (AMB), e pode ser nocivo à saúde.

“A chamada medicina ortomolecular vem sendo utilizada para tratamentos de desequilíbrios quaisquer, recomendando vitaminas e inúmeras substâncias sem evidências científicas que, em excesso, podem prejudicar o funcionamento do organismo humano”, diz o médico nutrólogo da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), José Alves Lara Neto.

De acordo com ele, bons hábitos são importantes e evitam o desenvolvimento de doenças. “Porém, é importante ressaltar que a medicina ortomolecular não previne o câncer, emagrece ou retarda o envelhecimento”, afirma. “Para obter melhores resultados físicos e aumentar a resistência do organismo, é necessário praticar exercícios físicos e adotar hábitos alimentares, mentais, sociais e espirituais saudáveis.”

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