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Movimento Slow Food tem tudo a ver com equilíbrio; saiba por quê

Conceito surgiu nos anos 1980 para defender tradições regionais, o prazer de comer e um ritmo de vida sem pressa, mas já se expandiu

Por: Redação
Crédito: Pedro Sandrini/PexelsMovimento Slow Food tem tudo a ver com equilíbrio; entenda por quê

Equilíbrio e calma têm tudo a ver. Por isso, não é difícil imaginar que a correria atrapalha o funcionamento de nosso organismo. Pressa na hora de comer, então, pode ser bastante prejudicial. Partindo dessa premissa, surgiu o movimento Slow Food.

Opondo-se ao conceito de fast-food, o movimento foi criado por um grupo de ativistas liderado por Carlo Petrini durante uma manifestação em 1986, em Roma. A meta inicial era defender tradições regionais, o prazer gastronômico e um ritmo de vida sem pressa.

Hoje, o Slow Food tem uma maior abrangência e já atinge mais de 160 países. Diversos “braços” surgiram a partir do movimento, como o Slow Cheese, o Slow Fish e o Slow Meet, dirigindo atenção especial a queijos, peixes e carnes.

“O Slow Food acredita num mundo onde todos possam ter acesso e consumir a alimentos bons para quem come, bons para quem produz e bons para o planeta”, explica o movimento em sua página na internet.

Crédito: Free Photos/PixabayMovimento Slow Food tem tudo a ver com equilíbrio; entenda por quê

A ideia é lutar pela diversificação do paladar e da cultura. Assim, o Slow Food, atualmente, se baseia em três princípios interligados de qualidade. Para o movimento, a oferta de alimentos precisa ser:

Boa: o grupo defende uma dieta de alimentos frescos e sazonais, que satisfaça os sentidos e seja parte da cultura local;

Limpa: a produção e o consumo de alimentos não podem prejudicar o meio ambiente, o bem-estar animal ou a saúde humana;

Justa: a prática de preços deve ser acessível para quem consome e as condições de remuneração precisam ser justas para quem produz.

No Brasil

O grupo dedicado ao conceito em solo brasileiro se interessa pela influência de povos indígenas em nossa cultura alimentar e a questão dos agrotóxicos, entre outros temas locais.

Há, ainda, a Arca do Gosto, um catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais. Conheça os itens brasileiros integrantes do projeto.

“Melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso”, prega o Slow Food.

Sem dúvida, a rotina às vezes exige uma alimentação mais rápida e nem sempre adequada para nossas necessidades e, também, as do planeta. Mas não podemos perder de vista que se alimentar com calma, na presença das pessoas que amamos, também é parte fundamental de nossas vidas.

E, se pudermos fazer isso levando em consideração o bem-estar do próximo e do planeta, certamente estaremos trazendo muito mais equilíbrio a nós mesmos e ao mundo que nos cerca.

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