Símbolo do compartilhar: chimarrão é bem-vindo mesmo na pandemia

Além da confraternização, a erva-mate oferece ação antioxidante aos seus adeptos

Por: Redação
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Crédito: Daniel Capelani/PixabayVeja benefícios do chimarrão e por que consumir na pandemia

A importância cultural do chimarrão é reconhecida em todo o Brasil. A roda, a bomba e a cuia nas mãos são símbolos da cultura sulista e um momento de compartilhar. Porém, durante a pandemia do novo coronavírus, a recomendação das autoridades de saúde é a de evitar o compartilhamento da infusão.

Algumas cidades do Mato Grosso do Sul –Bonito, Juti, Laguna Carapã, Amambai e Brasilândia– chegaram a decretar a proibição da bebida para evitar o contágio. A prática da roda de mate foi temporariamente restringida. Mas ainda é possível desfrutar individualmente de suas qualidades.

Parques, escritórios, repartições públicas, casas. Onde quer que vá em Porto Alegre, por exemplo, você vai encontrar o “chimas” disponível. O Rio Grande do Sul tem o maior consumo per capita do Brasil, com mais de 4,5 kg anual por habitante, quase dez vezes a média nacional. Esse fenômeno cultural já virou objeto de estudo acadêmico e de interesse antropológico.

Além da característica socializante, também existem importantes elementos nutricionais na infusão da erva-mate.

Benefícios do chimarrão

Além de o excesso fazer mal à saúde, se a temperatura em que a bebida é servida for muito alta (superior a 60°), o líquido pode provocar lesões no esôfago e contribuir à carcinogênese esofágica. É o que diz um estudo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A boa notícia é que a infusão não precisa ser consumida tão quente e também é servida gelada.

Crédito: Reprodução/governo do ParanáHá importantes elementos nutricionais na infusão da erva-mate

O chimarrão é um conhecido digestivo e diurético.

A substância mais conhecida do mate é a cafeína, um estimulante que aumenta a capacidade de concentração e reduz o cansaço –talvez esse seja o segredo das longas rodas de conversa gaúchas. A presença desse elemento é considerada moderada.

Ácidos fólicos e clorogênicos, polifenóis, vitaminas (A, B1, B2, C e E) e minerais também são encontrados na erva-mate.

A atividade antioxidante desse alimento tem especial relevância. Os antioxidantes do mate são equivalentes ou superiores aos encontrados nas vitaminas C e E, consideradas substâncias de referência.

Origem e uso

A erva (Ilex paraguayensis) é originária da América do Sul e produzida predominantemente nesse canto do planeta. Os guaranis que viviam na região serviam o mate antes da chegada dos europeus ao continente.

As folhas, normalmente moídas, são usadas como temperos e em forma de farinha para receitas, como pães e massas. Ou seja, esse é um antigo costume que ainda deve perdurar por muito tempo –com ou sem pandemia.

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