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Você já incluiu frutas na dieta, mas sabe quando estão maduras?

App elaborado pela Embrapa ajuda a acertar na compra; veja como funciona a ferramenta

Por: Redação
Crédito: Reprodução/Gabrielle Araújo/EmbrapaEmbrapa cria aplicativo para indicar quando frutas estão maduras

Você já conhece a importância das frutas para uma dieta saudável, mas, na hora de comprar, sabe dizer se elas estão verdes ou maduras?

Escolher a fruta ideal nem sempre é fácil, mas a Embrapa Instrumentação simplificou a tarefa ao criar um aplicativo para monitorar a qualidade desses alimentos.

O app funciona por meio de um nanossensor de baixo custo que rastreia as frutas. Denominado Yva (fruta, em tupi-guarani), o sensor com inteligência artificial revela o grau de maturação e seu uso custa de R$ 0,08 a R$ 0,10 por quilo de frutos.

Ele opera por meio de uma etiqueta similar a um QR Code, que muda de cor ao detectar o etileno, um hormônio natural relacionado à maturação de frutos climatéricos — aqueles que amadurecem após a colheita.

A tag pode ser lida por meio de um aplicativo a ser baixado no celular. Basta apontar qualquer câmera de celular e ele avisará quando a fruta estará pronta para o consumo. O app também demonstra o ponto específico em que ela atingirá seu melhor estágio.

Os testes foram feitos com banana, mamão e manga, mas diversas outras frutas podem ser utilizadas. “A tecnologia tem potencial para ser aplicada a diversos frutos climatéricos, como pêssego, caqui, ameixa e maracujá”, diz  o pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa.

Crédito: Reprodução/Gabrielle Araújo/EmbrapaEquipe da Embrapa cria app que indica quando frutas estão maduras

Ao reagir com nanopartículas em pó, o hormônio faz a etiqueta mudar de cor conforme o amadurecimento ocorre.

O nanossensor pode ser inserido dentro de embalagens plásticas ou em caixas de frutas pelo comércio. Ele é capaz de monitorar a qualidade do alimento desde a colheita, passando pelo estoque e chegando à casa do consumidor, evitando perdas.

Desperdício

Segundo a Embrapa, o Brasil desperdiça 26 milhões de toneladas de alimentos por ano, quantidade suficiente para alimentar 13 milhões de pessoas.

“Agora, o desafio é o escalonamento e o processo de manufatura do sensor. Para isso precisamos captar recursos na ordem de R$ 700 a R$ 800 mil, a fim de que a tecnologia possa chegar efetivamento ao mercado”, explica Ana Elisa Siena, também envolvida no projeto.

Enquanto isso, saiba que apertar as frutas durante a escolha pode estragá-las. O ideal é evitar, inclusive, ficar tocando nos alimentos, devido ao risco de contágio por coronavírus e outros micro-organismos.

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