O espetáculo, do grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, tem a pretensiosa vontade de narrar a saga da aventura humana com um intenso movimento de inúmeros personagens reprodutores da vida e que na somatória de suas experiências alienadas, não percebem que constroem a cidade, a sociedade e a história. O primeiro ato que traz um prólogo alerta aos viajantes, versa sobre o movimento do ser social construtor de história, da cidade, do capital. O segundo ato divide o público em dois grups. A cisão dáse de forma brusca. Num lado, o refugo humano vítima do despejo de uma favela; noutro, o seleto grupo de possíveis compradores de apartamentos de luxo em região nobre da cidade. A festa, ou terceiro ato, traz a possibilidade de quebra de alguns padrões e em posse de parcial liberdade, pois, mesmo aí a determinação social opera, experimentamos a bruma de um porvir, o projeto de sociedade descolado das cercas da ideologia dominante. A mesma festa é apresentada como o mergulho coletivo nas entranhas da sociedade do espetáculo.

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A Saga Do Menino Diamante