Pela primeira vez no Brasil, o artista belga Julien Friedler apresenta a exposição “The Spirit of Boz”. A mostra é uma chance para o público  entrar em contato com a obra aberta e multifacetada desse artista que já expôs em países como Bélgica, EUA, Bulgária e Itália. “The Spirit of Boz” também está presente com ações em países como Alemanha, França, Marrocos, Ruanda, Togo, Benin, China, México, Argentina, Chile, Uruguai e Israel. A mostra fica em cartaz até dia 15 do mês que vem.

Boz é um universo complexo criado como um “mito moderno”. Permeada por conceitos filosóficos e referências da pop art e da história da arte, a mostra traz à tona diversas mitologias coexistentes. Assim como a palavra “boz”, uma construção sem nenhum significado específico, todo seu projeto artístico segue esse viés lúdico e bem-humorado, mas também psicológico. Na busca da reconquista de um ideal humanista, o artista mostra seu descontentamento com o culto a celebridades, o pertencimento a seitas, a miséria social e o isolamento em si mesmo presentes na nossa sociedade de consumo.

divulgaçãoObra de Julien

Créditos: Obra de Julien

Obra de Julien Friedler

A exposição conta com cerca de 30 obras e abrange diversos campos da arte: pintura, escultura, literatura, vídeo, fotografia, instalação e performance. Há ainda trabalhos em suportes mais inusitados como histórias em quadrinhos, camisetas e um boneco inflável com sete metros de altura que será colocado na parte externa do museu.

O artista também estará presente na abertura da exposição para participar de uma mesa redonda sobre seu trabalho “Beboz Beart”, realizado em diversas partes do mundo. Sob o mote de que há um artista adormecido em todas as pessoas, Friedler propõe uma nova forma de arte, que, além de atingir o público, também pretende incluir as pessoas no processo criativo.

Sobre o artista

Nascido em 1950, em Bruxelas, Friedler estudou diretamente com Jacques Lacan, fundou o centro La Moire de pesquisa em psicanálise e ingressou (ou despertou) tardiamente na esfera das artes. Em 1997, ele redescobre a pintura, tão presente em sua infância. Atualmente dirige uma fundação voltada para a arte contemporânea (Friedler for Contemporary Art). Neste ano, teve individuais no National Gallery for Foreign Art, na Bulgária, e na Christopher Henry Gallery, em Nova York.

The Spiritz of Boz