Formado em 1995, pelos artistas Luiz Zerbini, Jorge Barrão e Sérgio Mekler, o grupo Chelpa Ferro, considerado um dos mais ativos e provocadores da arte contemporânea brasileira apresenta, pela primeira vez na Pinacoteca do Estado, um projeto especialmente desenvolvido por eles para o espaço central do museu.  O grupo articula experiências com música eletrônica, uso de tecnologia, e as possíveis aproximações entre a linguagem da música e das artes plásticas.

Para o espaço Octógono Arte Contemporânea, o Chelpa Ferro criou uma instalação que consiste na execução de uma programação musical em grandes caixas de som que sobem e descem, num movimento contínuo, durante oito horas, provocando audições diferenciadas em cada patamar. "Este é um projeto original feito especialmente para a Pinacoteca e que tem sentido de celebração, já que a cidade completa 455 anos. Vai ser algo discretamente ruidoso", afirma Ivo mesquita, curador da mostra.

Neste, e em outros trabalhos realizados pelo grupo, fica claro o importante papel que cada integrante, com trajetórias artísticas individuais, desenvolve. Jorge Barrão constrói novos objetos feitos de partes ou sobras de coisas que já existem, como eletrodomésticos e outros utensílios. Sérgio Mekler edita e monta as imagens filmadas e Luiz Zerbini é um dos mais conhecidos pintores surgidos nos anos 1980.

Desde sua criação, o Chelpa Ferro participou das 25ª e 26ª Bienais de São Paulo (2002/2004), e da 51ª Bienal de Veneza (2005). Além disso, realizou importantes mostras individuais em galerias e museus como o Museu de Arte Moderna da Bahia (2008), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2003), Galeria Vermelho (2005), Galeria Fortes Vilaça (2001) e Paço Imperial (1997). Embora todas as obras do grupo sejam distintas entre si, todas evidenciam o constante trabalho de pesquisa realizado com o objetivo de constituir um espaço interdisciplinar, envolvendo diversas práticas artísticas.

Chelpa Ferro