Inúmeras razões fazem de Brasil e Portugal países de identidade similar. Seja por questões históricas ou culturais, o fato é que, hoje, ambos são os maiores representantes da herança lusófona no mundo atual. Neste contexto, entra em cena a sexta edição do "Circuito de Teatro em Português", que acontece de 8 a 20 de novembro em São Paulo.

Concebido para enriquecer a integração entre artistas e grupos de teatro por meio do intercâmbio cultural, o festival também reunirá representantes de mais oito países de língua portuguesa: Moçambique, Guiné-Bissau, São Tome e Príncipe, Angola e Cabo Verde (África), Timor Leste (Ásia) e Galícia, região histórica da Europa Central, considerada o berço da Lusofonia. As treze companhias se apresentam nos teatros Cacilda Becker, João Caetano e Zanoni Ferrite - com entrada Catraca Livre.

Teatro Negro em Língua Portuguesa

Realizado pela primeira vez em novembro, mês da Consciência Negra, a programação inclui workshops no Museu da Língua Portuguesa, além de um seminário onde será abordado o panorama teatral negro em Língua Portuguesa. O encontro promoverá um debate sobre as questões e dilemas que desafiam o ator negro diante do processo de criação desse teatro nos diferentes países. Participam do bate-papo, Lecy Brandão, Ruth de Souza, o Rapper Dexter, Paschoal da Conceição e Bebel Nepomuceno.

Oficina  e formação artística

Outro destaque da programação serão as oficinas de interpretação, que definirá um grupo de artistas para a trilogia de Ésquilo, Orestéia - realizado pela Companhia de Teatro de Braga (Portugal), com direção de Rui Madeira e cenografia de Samuel Hoff. Sua estreia acontece em Braga e percorrerá outras cidades portuguesas e brasileiras. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas através do email (circuitodeteatroportugues@hotmail.com)

Confira a programação:

Teatro Extremo – Velho Palhaço Precisa-se (Almada – Portugal) 

Terça-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

Respondendo a um anúncio, três velhos palhaços reencontram-se numa sala para serem recebidos em audição. Esperam conseguir uma oportunidade de emprego. Enquanto aguardam, relembram o seu velho passado, recheado de momentos de humor e sarcasmo.

Cia. Coletiva Henrique Artes – Hotel Komarka (Angola – África)

Quarta-feira, às 21h, no Teatro João Caetano

É uma peça que retrata a vida de sete presos dentro de uma cela, cheio de humor e aventura, medos e sonhos, onde cada um demonstra sua forma de vida que o levou naquele viver o que eles denominam o nosso Hotel Komarka, marcante pela sua simplicidade e a arte.

 Abrapalabra Creacions Enscénicas – O Falar non tem Cancelas (Candido Pazó – Galícia) 

Quinta-feira, às 21h, no Teatro Zanoni Ferriti

O comediante apresenta histórias de sua criação ou da tradição oral galega, tendo a palavra como principal elemento cênico.

Os Fidalgos – O kinka Pampa (Guiné-Bissau) 

Sexta-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

História da mulher que tem de assumir o trono deixado por uma rainha e de um rapaz que se recusa a abandonar o posto de sentinela.

Cia. Burbur – O Intruso (Cabo Verde)

Sábado, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

Representa o drama que afeta uma família de Cabo Verde quando subitamente desaparece a figura paternal, e a forma como cada membro lida com essa perda, desvendando um mar de emoções, pela narração do filho centrada no seu sentimento pela mãe. Consciente da brusquidão da mudança, determinante nas suas vidas, resta-lhe o consolo da imagem do pai, e um certo anseio terno.

 Cia. de Teatro de Braga – Último Ato (Braga)

Domingo, às 19h, no Teatro Zanoni Ferriti

Retrato cruel e cômico sobre as relações de poder nas artes cênicas, revelando práticas e cultura teatrais e o entendimento ou desconhecimento que se faz delas.

Os Parodiantes da Ilha – O Rei do Obô (São Tomé e Príncipe)

Segunda-feira, às 21h, no Teatro João Caetano

Em uma lavoura de cacau, ocorre uma revolta de escravos ao mesmo tempo em que um colono procura por um rei, que é morto mais tarde.

Cia Chão de Oliva – A Patente (Cintra-Portugal)

Terça-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

 Ao estilo de Pirandello, o erspetáculo mostra atores que ora rejeitam as personagens ora desejam muito interpretá-las.

José Amaral – O Percurso (Timor Leste – Sul da Ásia) – 

Quarta-feira, às 21h, no Teatro Zanoni Ferriti

Três fases da vida de um jovem aldeão timorense pertencente à língua Mambae, uma das mais de 15 faladas em todo o território do Timor Leste.

Grupo Mutxeco – A Cavaqueira do Poste (Moçambique) 

Quinta-feira, às 21h, no Teatro João Caetano

Um cego e um homem sem um braço discutem sobre as causas da miséria no mundo, enquanto aguardam a visita de um milionário.

Grupo Harém de Teatro – Quando as Máquinas Param  (Brasil)

Sexta-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

O marido, corintiano fanático, encontra-se desempregado e rejeita essa situação. Uma gravidez inesperada aumenta os conflitos entre o casal.

Companhia Constantino Nery – Sicrano de Bergerac (Matosinhos – Portugal) 

 Sábado, às 21h, no Teatro João Caetano

Adaptação do clássico de Edmond Rostand. Em uma cidade portuguesa, mesclam-se personagens de televisão, como taxistas, prostitutas, ladrões, cantores e atores da noite.

Teatro Art’Imagem – Um Punhado de Terra ( Portugal)

Domingo, às 19h, no Teatro Zanoni Ferriti

Saga de um escravo negro trazido à força da África para uma terra da qual nunca ouviu falar.

Circuito de Teatro em Português

07 Nov
e
20 Nov

  • diariamente de 7 (Seg) a 20/11 (Dom)
    • às 21:00
    • às 21:00
    • às 21:00
    • às 21:00


07 Nov
a
20 Nov

  • diariamente de 7 (Seg) a 20/11 (Dom)
    • às 21:00

Avenida Simão Bolívar - Jazz na Avenida
Avenida Simon Bolívar, s/n Armação Salvador - BA
Catraca Livre

07 Nov
e
20 Nov

  • diariamente de 7 (Seg) a 20/11 (Dom)
    • às 21:00
    • às 21:00

Catraca Livre