A dupla de pesquisadores, coreógrafos e bailarinos,  Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, apresenta a segunda parte da trilogia que teve início em 2008 com O Nome Científico da Formiga.

O processo de pesquisa de linguagem de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira permanece o mesmo e cada obra da trilogia, como O Animal Mais Forte do Mundo, tem características próprias. Desta vez, foram reunidas 1800 fotos de todos os processos de criação que resultaram nas obras anteriores do repertório da dupla. São imagens de Somtir (2003), Outras Formas (2004), Como? (2005) e Clandestino (2006), que foram reformuladas com a proposta de reciclar os materiais originais dessas coreografias em uma nova colagem.

O Animal Mais Forte do Mundo tem como proposta questionar o lugar do forte e da força da sobrevivência. Além disso, que força é essa e qual é o animal mais forte do mundo? Tais questões são pontuadas de forma sutil ao longo do espetáculo, que busca dar mais visibilidade às danças da cultura popular. "Há uma brincadeira intencional de esconde e aparece que está presente na coreografia, no figurino e na trilha", comenta Ana Catarina.

Viabilizado através do Programa de Fomento à Dança do Município de São Paulo e pelo Sesc São Paulo, esse espetáculo teve aprofundado o estudo com fotografias e focou a exploração dos volumes para os movimentos. "Nesse sentido foi indispensável ter um elenco. Realizamos um processo minucioso, pois nosso interesse maior era o de trabalhar com a mestiçagem e reunir artistas com diferentes formações. Sentimos que era o momento de testar a linguagem que estamos desenvolvendo em outros corpos”, explicam Ângelo e Ana Catarina, que dividem o palco com os bailarinos Ana Noronha, Luiz Anastácio, Carolina Coelho e Eduardo Fukushima.

Exposição de Fotos