O evento acontece a partir das 18h, sábado, 19, no Cine Dom José, na rua Dom José de Barros, 306 – no centro de São Paulo, ao lado da Galeria Olido. O ingresso custa R$ 2, sendo que parte da renda será destinada à Ong Skate Solidário. Quem quiser contribuir, é só levar seus skates e equipamentos esportivos antigos, material escolar, agasalho ou quilo de alimento, destinados ao pessoal da Ong.

Programação:

Sessão 1 – 18h

Skate or Die
Curta-metragem de Victor Ribeiro, 2009, 8min
Em tempos de adolescência, Alexandre (Vitor Ribeiro) mistura a adrenalina de andar de skate, com o drama de perder a namorada. Neste curta, o protagonista se divide entre lembranças da vida de casal e a nova vida de solteiro, sem esquecer as manobras radicais. Enquanto anda de skate pelas ruas de São Paulo, acaba reencontrando sua ex-namorada, fazendo com que ele tenha de entender um jargão muito usado no universo do skatista: “Skate or Die”.

Nothing but the Truth
Longa-metrgem de Lionel Goldstein, 80min
Três anos filmando, o Nothing But The Truth é a história do Nike SB Team, com ou sem seus skates. O time fez um tour mundial em Outubro de 2006 e criou uma sequência em cima disso no Vale de Santa Clarita – Sul da Califórnia.
Skatistas como Paul Rodriguez, Brian Anderson, Gino Ianucci, Stefan Janoski, Omar Salazar, Ched Childress, Reese Forbes, Todd Jordan, Daniel Shimizu, Danny Supa, Wiege Van Wageningen, Lance Mountain and amateurs Grant Taylor, Lewis Marnell, Dan Murphy and Clark Hassler  uniram-se com o diretor belga Lionel Goldstein para contar toda a verdade, Nada Mais que A Verdade
(Nothing But The Truth). Pense em filme de Skate, ao invés de vídeo de Skate. Além de mostrarem muito skate no pé, neste longa, foi dado ao time, “carta branca” para lançar suas histórias.  A idéia do roteiro, era que os skatistas poderiam escrever e dirigir um “filme”, que contasse a verdade sobre a vida deles.

Sessão 2 – 20h

Converse Skateboard Square
Média-metragem do coletivo 100%Skate, 33min
15 skatistas convidados,  5 videomakers, 3 dias para filmar numa praça em Lençóis Paulista (SP). Essa é a proposta do filme “Converse Skateboard Square”, que além da produção vídeo contou também com uma premiação para as melhores manobras. Mas a competição não foi o foco principal. As imagens comprovam muito mais que a habilidade e técnica dos skatistas. Elas comprovam que o Skate brasileiro é sério, profissional, confiável. Uma das coisas mais legais do Converse Skateboard Square é o fato de ser um evento multimídia:  fotógrafos e videomakers trabalhando juntos,  garantindo leituras distintas do mesmo momento. Ás vezes o flash do fotógrafo aparece na filmagem, as vezes é o videomaker que dá as caras na fotografia… Faz parte…

Still We Ride
Média-metragem de Elizabeth Press, 37min
Poucos dias antes da convenção republicana, uma operação massiva da polícia resultou em 264 pessoas presas, uma das maiores prisões em massa da história de Nova Iorque. Para muitos nova-iorquinos, agosto de 2004 foi a primeira vez que eles ouviram falar do ritual mensal da comunidade ciclística da cidade; uma pedalada livre chamada Critical Mass (Massa Crítica). Still We Ride captura a atmosfera de descontração daquela noite de agosto, antes das prisões, e o caos que se sucedeu. Conta novamente a história das origens do Critical Mass em São Francisco e relata a batalha nos tribunais que se arrastou por mais de um ano depois das prisões, e que se transformou em uma batalha mensal entre autoridades locais e os ciclistas. Liberdades civis, vigilância, poder da mídia corporativa e os benefícios dos meios alternativos de transporte são alguns dos temas dessa história.

Sessão 3 – 22h

O Cinema Maldito
Curta-metragem de Thomas Losada, 2009, 8min
O curta Cinema Maldito foi filmado e dirigido pelo skatista Thomas Losada. A produção tem o roteiro assinado por Vanderlei Arame, que é a estrela principal. Cinema Maldito foi filmado dentro de um shopping center abandonado, numa área nobre da cidade de São Bernardo do Campo. Segundo Thomas, “a produção do vídeo surgiu a partir da possibilidade de invadir um shopping abandonado, que era cobiçado há muitos anos. No mês de janeiro os seguranças do local foram embora, deixando assim o lugar pra invadir. Fomos tomar um refri na padoca, aí o Arame, com sua gaveta de idéias me contou que queria produzir não só imagens de manobras, mas sim uma história. Aluguei equipamento e iluminação de um amigo skatista, com o preço bem bacana e começamos a produzir. Foram três dias de filmagens, os dois primeiros só pra filmar manobra, e numa manhã de domingo produzimos o curta-metragem do início do vídeo”. “A produção de tudo foi viabilizada do meu bolso, mas com intuito de também produzir material para o programa onde público minhas matérias, o Skate Paradise, da ESPN Brasil. Após a finalização do produto, a ONG Skatesolidário fez o intermédio com a secretaria de cultura da cidade de São Bernardo do Campo para exibição do vídeo gratuitamente no cinema da cidade” – Thomas.

B.I.K.E.
Longa-metragem de Jacob Septimus e Anthony Howard, 89min
Dois cineastas se infiltraram num clube underground de bicicleta – Jacob Sepitmus e Anthony Howard – e criam um corajoso, conceitual e dicotômico filme, tanto estilística quanto visualmente:  Este estranho documentário é como uma versão anti-consumista do filme “Velozes e Furiosos“. O filme é baseado na chamado gangue da bicicleta Black Label Bike Club (BLBC), que adere a um estilo de vida de anti-consumista enquanto se vestem e agem como os seus homólogos das gangues de motociclistas. Os caras da BLBC também realizam torneios medievais nos quais os pilotos se identificam com cavaleiros modernos. Anthony Howard, o co-diretor, se assemelha a um James Dean, numa versão mais arrogante, por falta de adjetivos. “B.I.K.E é um olhar sobre um movimento onde a identidade é importante para um coletivo de pessoas ferozmente independentes” (docoffilm) No outono de 1971, dois anos após a Rebelião de Stonewall, algumas centenas de ciclistas andavam pela Quinta Avenida rumo à Prefeitura em NY, demonstrando para as instituições um grupo cicloativistas dedicado. Eles se chamavam “Bike para uma cidade melhor”. Um cartaz dizia: “O motor de combustão é antiquado, obsceno e responsável por mais mortes que a grande maldita guerra”.  Desde 2000,  segundo os cálculos de certas entidades, mais de cento e vinte ciclistas de Nova York foram assassinados, fulminados por automóveis e outros vinte mil foram feridos. E, também,  desde 2004, cerca de seiscentos ciclistas foram presos enquanto participavam de passeios de protesto político, o ‘massa crítica’. Durante a Convenção Nacional Republicana, ao serem presos, as bikes foram confiscadas como “provas”. ( The New Yorker)

Sessão AdreNaHora – 24h

A sessão da meia-noite (00h) é a sessão AdreNaHora, onde o público exibe o seu filme ou vídeo de até 5 minutos na telona. É isso aí! Se você tem um vídeo de manobras, documentário ou qualquer assunto que tenha a ver com skate e bicicleta, leve seu vídeo até às 20h do dia 19 de setembro, e participe!

Para participar, se ligue que:
•    Os vídeos têm que ter no máximo 5 minutos de duração.
•    Eles podem ser enviados previamente, até o dia 18 de setembro para o email: [email protected] Lembre-se de colocar no assunto AdreNaHora e se identificar com nome e telefone. Os formatos possíveis são .mpeg, .mov ou .avi em alta qualidade (720×480) e com som!
•    Para quem quiser levar no próprio dia, é bom lembrar que aceitaremos apenas no formato DVD NTSC e até às 20h do dia 19 de setembro, no Cine Dom José.
•    Haverá uma premiação dos melhores vídeos em cada uma das categorias (Skate e Bike).
•    É necessária a presença do(s) realizador(es) do vídeo para concorrer na premiação.
•    É cabível à curadoria censurar filmes que não se adequem à categorias acima definidas. Material impróprio será vetado.
•    Não haverá devolução do DVDs cedidos no dia, apenas em casos de aviso prévio. Os vídeos integrarão o acervo da Mostra AdrenaCINE.

Mais informações: www.adrenacine.wordpress.com

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