O espetáculo é baseado na obra homônima de André Neves, escritor pernambucano radicado em Porto Alegre, que conta a história de Marinho, um sertanejo que nasceu e cresceu ouvindo histórias e canções sobre o mar e se apaixona pelo tema.

Ele desenvolve, então, uma exímia habilidade em contar histórias sobre esse assunto, e logo forma uma trupe de mambembes que sai pelo alto sertão a encantar as pessoas com seus contos. Certo dia, Marinho se cansa desta vida e abandona a trupe para, finalmente, conhecer o mar.

Numa construção dramatúrgica assinada por Fernando Yamamoto e pelo grupo, o foco da narrativa é subvertido: ao invés de contar a história do herói que parte em busca do seu sonho e da sua trajetória pessoal, o grupo conta a história da trupe que ficou, a espera do retorno do Capitão Marinho.

divulgaçãoCena de "O capitão e a sereia"

Créditos: Cena de "O capitão e a sereia"

Cena de "O capitão e a sereia"

De acordo com Yamamoto, a luta dos mambembes em fazer que o público não perceba a situação delicada que eles estão vivendo é o fio condutor do espetáculo, mediado por um outro plano narrativo em que o grupo – os Clowns de Shakespeare, e não a trupe, batizada de Tropega, Mas Não Escorrega – comenta a situação dos seus personagens e estabelece um diálogo com a obra literária original.

Helder Vasconcelos assina a preparação corporal do elenco. “Seu trabalho teve inspiração na tradicional tradição do Cavalo-Marinho”, conta o diretor. E conclui: “E foi ampliado para muito além do corpo, atingindo a música e a encenação do espetáculo”.

Característica marcante da estética do grupo, o uso de uma pesquisa musical cuidadosa continua sendo uma tônica, conduzida pela direção musical de Marco França.

Acessem para saber mais no site do Sesi Vila Leopoldina.

Peça "O Capitão e a Sereia"