Wilhelm Voigt possui um impressionante cadastro de antecedentes criminais. Na prisão, aprende o ofício de sapateiro e lê livros sobre o regimento militar, principalmente no que se refere a uniformes. Em liberdade, sem documentos e sem emprego, ele compra um uniforme de capitão de um vendedor ambulante e ocupa com alguns cabos a prefeitura da cidadezinha de Köpenick. E porque ali não podem ser emitidos os tão desejados documentos, leva o cofre da prefeitura e desaparece.

A história dessa aventura em Köpenick é autêntica, aconteceu em 1906.  Carl Zuckmayer escreveu uma peça de teatro, que foi transformada em filme por Helmut Käutner, com o popular ator Heinz Rühmann. Transformou-se, também internacionalmente, em um dos filmes de entretenimento de maior sucesso dos anos 50.

Sobre o cineasta

Cineasta, ator, e roteirista, Helmut Käutner (1908-1980) foi um dos mais aclamados diretores alemães de sua geração. Tendo estudado Arquitetura, Filosofia, Teatro, História da Arte e Design, começou primeiramente a trabalhar no teatro como ator e diretor e iniciou sua carreira no cinema como roteirista.

Fez 36 filmes para o cinema. A mostra, uma parceria entre o CCBB e o Goethe-Institut São Paulo,  exibe um terço da obra completa do diretor e preenche uma lacuna ao exibir um cineasta muito pouco visto no Brasil. A programação inclui seus filmes mais relevantes, incluindo suas três reconhecidas obras-primas “Romance em Bemol” (1943), “Grande liberdade nº7” (1944) e “Debaixo das Pontes” (1945).

O Capitão de Köpenick